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Economia

Data centers de inteligência artificial podem aumentar produtividade e inflação, diz presidente do Fed de Chicago

Austan Goolsbee afirma que centros de dados aumentam a produtividade, mas podem elevar preços de commodities e terras no curto prazo.

Por Redação Diário Local

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou nesta terça-feira (11) que os centros de dados de inteligência artificial (IA) possuem um efeito duplo na economia. Segundo o dirigente, enquanto a tecnologia aumenta a produtividade, ela também pode disparar a inflação ao aquecer a economia no curto prazo e encarecer preços de terras e commodities.

A declaração de Goolsbee destaca a necessidade de cautela por parte do banco central americano. O dirigente explicou que o investimento massivo em infraestrutura de IA pode gerar pressões de preços imediatas, exigindo um monitoramento rigoroso do cenário macroeconômico antes de novas decisões de política monetária.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma recessão, o presidente do Fed de Chicago informou que monitora o mercado de trabalho como um indicador central, mas que não enxerga riscos de esse fenômeno ocorrer no momento atual.

Goolsbee pontuou que observa uma dinâmica de hesitação por parte das empresas, que demonstram cautela em realizar novas contratações. No entanto, ele ressaltou que, paralelamente a essa pausa nos processos de recrutamento, não há um movimento de demissões em massa.

Sobre o processo de decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), o dirigente comentou que costuma haver um alto nível de consenso entre os membros, embora divergências possam surgir ocasionalmente durante as reuniões para definir as diretrizes econômicas.

Inflação e desafios econômicos

Ao comparar o cenário econômico presente com a crise financeira de 2008, Goolsbee afirmou que os desafios enfrentados hoje são distintos daquela época. Para o presidente da unidade de Chicago, o maior obstáculo atual do banco central é o controle da inflação.

O dirigente também alertou que o desempenho do mercado de ações, que tem alcançado máximas sucessivas, não é um reflexo fiel do estado real da economia dos Estados Unidos. Ele defende que o otimismo das bolsas não deve ser interpretado isoladamente como o termômetro da saúde econômica do país.

Por fim, Goolsbee mencionou a volatilidade de setores específicos, como o de combustíveis. Ele explicou que o preço da gasolina tende a sofrer variações bruscas diante de choques externos, citando como exemplo instabilidades causadas por conflitos geopolíticos, a exemplo da tensão no Irã.

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