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Energia

Disputa por diesel russo movimenta tribunais no Brasil e nos Emirados Árabes Unidos

Processo envolvendo ex-executivo e rede de operadores de petróleo movimenta tribunais após problemas na entrega de carga no país

Por Redação Diário Local

Uma disputa judicial envolvendo o comércio de diesel russo movimenta tribunais no Brasil e nos Emirados Árabes Unidos. O conflito tem como centro a relação comercial entre o ex-executivo Igor Soglayev e operadores de petróleo que compõem o grupo conhecido como rede Coral.

O problema escalou após uma carga de diesel, avaliada em dezenas de milhões de dólares, enfrentar dificuldades para ser entregue em um porto brasileiro. O impasse entre as partes resultou em processos que tramitam em diferentes jurisdições, evidenciando os riscos e os altos valores envolvidos no mercado de combustíveis sujeito a sanções internacionais.

O que originou a disputa no Brasil?

A tensão entre os envolvidos começou no início de 2024, quando Soglayev estabeleceu uma parceria com operadores de Moscou para comercializar diesel russo no Brasil. O objetivo era aproveitar o mercado nacional, onde o combustível russo tem sido utilizado para abastecer caminhões de carga.

Segundo documentos judiciais, a situação se deteriorou quando um navio-tanque com a carga foi rejeitado por operadores de um terminal portuário brasileiro. A embarcação teria passado semanas sem avançar, gerando despesas acumuladas, até encontrar entrada em outro porto. O fracasso na operação de entrega é o ponto central que desencadeou as retaliações jurídicas.

Soglayev, que opera por meio da empresa DIA33 sediada em Dubai, afirma que a rede Coral agiu de forma a destruir seus negócios, abordando seus clientes e vendendo combustível a preços mais baixos. Em contrapartida, os operadores da rede acusaram Soglayev de exagerar sua capacidade comercial e se apropriar do combustível.

Valores e decisões judiciais

O embate financeiro é de grande escala. Um juiz nos Emirados Árabes Unidos determinou o bloqueio de mais de US$ 700 milhões em recursos provenientes da venda de energia russa por parte dos adversários de Soglayev. O ex-executivo busca agora uma indenização de mais de US$ 500 milhões por danos decorrentes de negócios perdidos.

Por outro lado, a disputa já gerou condenações para Soglayev. No início deste ano, um tribunal determinou que ele pagasse US$ 42 milhões a uma das empresas envolvidas na operação de diesel. O caso demonstra a complexidade das redes de transações que envolvem combustíveis russos para contornar restrições internacionais.

A rede Coral, liderada por Etibar Eyyub e Tahir Garayev, é apontada por autoridades ocidentais como peça-chave na movimentação de petróleo russo através de uma frota de navios-tanque. O desdobramento desses processos no Brasil e no Oriente Médio deve acompanhar o desenrolar das investigações sobre os intermediários do setor energético.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.