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Economia

Dólar abre em queda nesta segunda-feira (17) entre pesquisa eleitoral e cautela com o varejo

Câmbio recua perto das 9h; mercado acompanha pedido de recuperação judicial da Casas Bahia e novos dados de inflação.

Por Redação Diário Local

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (17) em queda, com um recuo de 0,18% registrado próximo às 9h, cotado a R$ 5,2098. O movimento ocorre em meio ao monitoramento de dados de inflação e à cautela dos investidores diante de novos fatos no varejo e no cenário político.

O mercado financeiro também acompanha a expectativa para o início das negociações do Ibovespa, previsto para as 10h. Além dos indicadores econômicos, a atenção se volta para o impacto de movimentações corporativas e pesquisas de intenção de voto sobre a percepção de risco fiscal.

O que acontece com o varejo brasileiro?

A atenção dos investidores para o setor é impulsionada pelo pedido de recuperação judicial feito pela Casas Bahia nesta segunda-feira (17), na Justiça de São Paulo. A medida inclui a companhia e outras nove empresas do grupo, visando a renegociação de aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas para garantir a continuidade das operações.

O setor de varejo apresenta sinais de fragilidade. O grupo Toky, responsável pela Tok&Stok e Mobly, já havia solicitado recuperação judicial em maio deste ano após registrar prejuízo de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre. Outras grandes empresas, como Americanas e Magazine Luiza, também reportaram perdas expressivas no mesmo período.

Como a política impacta o mercado?

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada na última sexta-feira (14), trouxe novos dados sobre a corrida presidencial, apontando a liderança do presidente Lula com 38% das intenções de voto para o primeiro turno. Flávio Bolsonaro aparece com 31% e Renan Santos com 4%.

O resultado das sondagens é monitorado pelo setor financeiro por conta das possíveis implicações nos planos de gastos do governo e na condução da economia. A aproximação das eleições tende a dar mais peso aos debates sobre a dívida pública e a responsabilidade fiscal nas decisões de investimento.

Tensões no exterior elevam petróleo

No cenário internacional, o risco geopolítico no Oriente Médio mantém os preços do petróleo em alta. O presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o país interfira no controle do Estreito de Ormuz, região estratégica para o suprimento global de energia.

Simultaneamente, o Irã anunciou uma recompensa de US$ 30 mil (cerca de R$ 156 mil) para quem capturar ou matar militares dos Estados Unidos e os entregar às autoridades iranianas. Diante dessas tensões, o barril de petróleo Brent registrou alta de 0,59%, cotado a US$ 89,04, enquanto o WTI subiu 0,23%, a US$ 82,59.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.