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Economia

Dólar fecha a sexta-feira em queda e recua para R$ 5,10 no Brasil

A moeda norte-americana encerrou a semana com recuo de 1,18% e acompanhou a tendência de desvalorização observada no mercado externo.

Por Diário Local

O dólar fechou a sexta-feira com queda de 0,31%, cotado a R$ 5,1078. O resultado é o menor valor de fechamento registrado desde o dia 16 de junho, quando a moeda atingiu R$ 5,0894.

No acumulado da semana, a moeda norte-americana registrou baixa de 1,18%. No acumulado do ano, o dólar já apresenta um recuo de 6,94% em relação ao início de 2026.

O desempenho no mercado brasileiro acompanhou a tendência observada no exterior. No cenário internacional, a divisa recuou frente a moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o peso colombiano.

Por que o dólar caiu?

No cenário doméstico, o destaque foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente a junho. O índice oficial de inflação subiu 0,16%, valor abaixo dos 0,58% registrados em maio e dos 0,31% projetados por analistas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada nos 12 meses até junho ficou em 4,64%. O número ficou abaixo da projeção de 4,80% que vinha sendo trabalhada pelo mercado.

O resultado da inflação reforçou a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, realize um corte de 25 pontos-base na taxa Selic no início de agosto. Atualmente, os juros básicos do país estão em 14,25% ao ano.

A expectativa de redução dos juros no Brasil, somada à possibilidade de elevação dos juros nos Estados Unidos — que operam entre 3,50% e 3,75% —, pode estreitar o diferencial entre as duas economias. Esse diferencial é um fator que influencia a atração de capital externo para o Brasil.

Cenário no exterior

No mercado internacional, o dólar perdeu força após declarações da ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama. Ela afirmou que o governo japonês pretende incentivar fundos de pensão a aumentarem a participação em ativos financeiros nacionais.

As tensões no Oriente Médio também mantiveram o mercado em alerta. Dados de rastreamento indicaram movimentação de navios-tanque de gás natural pelo Estreito de Ormuz, enquanto o tráfego diário geral diminuiu diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Sobre o tema, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país aceitou negociar com o Irã após pedido de Teerã. No entanto, o líder americano acrescentou que o cessar-fogo entre as duas nações foi encerrado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.