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Economia

Dólar, Ibovespa e petróleo abrem em queda nesta segunda-feira (20) com foco em tarifas dos EUA

Mercado brasileiro monitora tarifas dos Estados Unidos e o cenário no Oriente Médio no início da semana.

Por Davy Albuquerque

O dólar comercial iniciou a segunda-feira (20) com leve queda, sendo negociado próximo a R$ 5,08 após abertura a R$ 5,107. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), também registrou recuo de cerca de 0,27% na primeira hora do pregão, operando aos 173,2 mil pontos.

O cenário de cautela é impulsionado pelo monitoramento dos investidores sobre o anúncio dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida tem previsão de entrar em vigor nesta terça-feira (21).

Além do fator comercial, o mercado acompanha as negociações sobre o conflito no Oriente Médio. Os desdobramentos da crise geram preocupação quanto aos impactos sobre os preços do petróleo e sobre a inflação global.

No mercado de câmbio internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, apresentava avanço de 0,15%, aos 100,92 pontos. Apesar da valorização global da moeda americana, o dólar operava com leve recuo frente ao real na abertura.

Por que as ações da Petrobras recuaram?

As ações da Petrobras iniciaram o dia em baixa, com recuo de aproximadamente 1,2%. O movimento acompanha a correção nos preços internacionais do petróleo, que realiza parte dos ganhos obtidos na última sexta-feira (17).

O barril do tipo Brent recuava 0,45%, negociado próximo de US$ 87,70, enquanto o WTI registrava queda de 1,52%, cotado em torno de US$ 81,24 por barril. No restante da Bolsa brasileira, papéis dos principais bancos registravam leves ganhos, enquanto as demais blue chips operavam próximas da estabilidade.

Como operam as bolsas nos Estados Unidos?

Em contraste com o mercado brasileiro, os índices futuros das bolsas americanas abriram em alta. O S&P 500 avançava 0,72%, o Dow Jones subia 0,25% e o Nasdaq 100 liderava os ganhos com alta de 1,42%.

O otimismo em Wall Street é impulsionado pela expectativa em torno da temporada de balanços corporativos e por uma agenda econômica mais esvaziada no início da semana. Investidores aguardam novos dados econômicos americanos que podem influenciar as projeções sobre os juros no país.

Ao longo da semana, o mercado deve manter a atenção voltada para sinalizações do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, sobre os próximos passos da política monetária. O cenário externo deve continuar sendo o principal influenciador dos ativos no Brasil.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.