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Economia

Dólar atinge maior nível desde março após quinta alta consecutiva

Moeda avançou 0,61% no último pregão, impulsionada pela busca de proteção contra riscos fiscais, eleitorais e jurídicos.

Por Redação Diário Local

Os contratos de minidólar com vencimento em setembro encerraram a última sessão de quarta-feira (14) com alta de 0,58%, cotados a 5.234 pontos. A moeda à vista também avançou 0,61%, sendo negociada a R$ 5,2213, o patamar mais alto registrado desde o dia 30 de março.

A valorização marca a quinta alta consecutiva do dólar, configurando a maior sequência de valorização observada no ano de 2026. No acumulado da semana, a moeda registrou uma alta de 2,7%.

O movimento de alta foi impulsionado pela redução das posições de investidores estrangeiros e pela busca por proteção no mercado doméstico. O cenário atual é afetado por incertezas envolvendo riscos fiscais, jurídicos e o calendário eleitoral no Brasil.

Esse ambiente de cautela repercutiu nos ativos brasileiros e na Bolsa de Valores, mesmo com o dólar apresentando trajetória de queda no mercado externo. Para os operadores de minidólar, a atenção deve se voltar para a continuidade do fluxo estrangeiro e para a procura por proteção contra riscos internos.

No cenário internacional, o desempenho do índice DXY (que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas globais), das moedas de países emergentes e do petróleo permanece no radar. As tensões no Oriente Médio também são monitoradas, pois podem ampliar ou limitar a pressão sobre o real.

Análise técnica do minidólar

Em uma análise de curto prazo, no gráfico de 15 minutos, o minidólar encerrou a sessão com fluxo positivo, mas apresenta sinais de perda de força. O contrato terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica que o movimento de alta ainda precisa de confirmação.

Para que a tendência de alta continue, é necessária a entrada de volume comprador para superar as resistências entre 5.248 e 5.268,5 pontos. Caso consiga romper esse nível, o contrato poderá buscar as regiões de 5.295 a 5.303,5 pontos.

No gráfico diário, a estrutura ainda é considerada favorável aos compradores, já que o contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Contudo, a continuidade do movimento depende do rompimento da faixa entre 5.268,5 e 5.303,5 pontos.

Por outro lado, uma retomada da trajetória de baixa pode ocorrer caso o contrato perca o suporte entre 5.180 e 5.149 pontos. Em um movimento de correção mais prolongado, o mercado observa possíveis alvos nas faixas de 5.087 a 5.016 pontos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.