Dólar sobe para R$ 5,22 e Ibovespa registra 11ª queda seguida em dia de aversão ao risco
Câmbio registrou alta de 0,40% e Ibovespa fechou em baixa de 0,22% nesta terça-feira (18) sob cautela global.
Por Redação Diário Local
O dólar subiu 0,40% e foi cotado a R$ 5,22 nesta terça-feira (18). No mesmo período, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,22%, aos 166,4 mil pontos, consolidando a 11ª sessão consecutiva de perdas para o principal índice da B3.
O movimento nos mercados de câmbio e de ações foi impulsionado por um comportamento de aversão ao risco global. Esse cenário de cautela levou ao recuo de grande parte das bolsas de valores em Wall Street e na Europa durante o pregão.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, registrou uma leve alta de 0,09%, atingindo 99,66 pontos.
Por que o mercado está em cautela?
Um dos fatores centrais de preocupação é o conflito no Oriente Médio. As notícias sobre a região indicam baixa probabilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, Teerã reiterou que o Estreito de Ormuz, rota essencial para um quinto da produção mundial de petróleo, permanecerá fechado.
A tensão geopolítica refletiu nos preços das commodities. O barril de petróleo do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,17%, operando a US$ 91,02. Já o West Texas Intermediate (WTI), utilizado nos Estados Unidos, subiu 0,52%, cotado a US$ 84,94.
No cenário norte-americano, dados do Federal Reserve (Fed) mostraram que a produção industrial dos Estados Unidos cresceu 0,2% em julho, número abaixo da expectativa de 0,3%. A desaceleração da economia americana reduz as chances de um aumento de juros pelo Fed na reunião de setembro, o que pode atrair investidores para ativos de renda variável e pressionar a valorização global do dólar.
Desempenho no Brasil
No mercado brasileiro, o setor bancário e os segmentos ligados à economia doméstica apresentaram recuo. Em contrapartida, as ações da Vale e da Petrobras registraram leve alta no dia.
O fluxo de capital estrangeiro também segue pressionando a bolsa. Em agosto, o saldo de aportes de investidores de fora do país na B3 está negativo em R$ 15,6 bilhões, o pior resultado registrado desde 2022.
