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Economia

Ministro da Fazenda nega que governo discuta proposta para congelar taxa Selic

Dario Durigan afirmou que medidas como tabelar juros ou queimar reservas cambiais não estão sob avaliação da equipe econômica.

Por Redação Diário Local

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta segunda-feira (2) que a equipe econômica do governo federal discuta qualquer proposta para congelar a taxa básica de juros, a Selic. O ministro afirmou que medidas como o tabelamento de juros ou o uso de reservas cambiais para esse fim não estão sendo avaliadas pelo governo.

A declaração de Durigan ocorre após circularem informações de que o economista André Lara Resende teria uma reunião prevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. O tema central da suposta agenda seria a discussão sobre o congelamento da taxa, que atualmente está em 13,75% ao ano.

A possibilidade de congelamento ganhou repercussão devido a um artigo publicado por Lara Resende no fim de setembro. No texto, o economista, que integrau a equipe do Plano Real, defende que a redução dos juros poderia levar à queda da inflação, embora admita o risco de um aumento nos preços no curto prazo.

Além de negar a discussão do congelamento, o ministro da Fazenda esclareceu que não há compromisso marcado entre o presidente Lula e o economista nos próximos dias. "Vários economistas estão se colocando à disposição para dialogar com o presidente, mas não há nada agendado", destacou Durigan.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloisio Mercadante, também reforçou que não existe agenda entre o presidente da República e Lara Resende. Mercadante declarou ainda ser contrário à ideia de tabelamento de juros, afirmando não ter identificação com a proposta.

A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação no Brasil e é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC). O colegiado tem reunião marcada para esta terça-feira (3) para decidir se manterá, reduzirá ou elevará o índice.

O funcionamento da Selic impacta diretamente a economia: quando a taxa sobe, o crédito torna-se mais caro e o consumo tende a diminuir, o que ajuda a conter a inflação. Contudo, juros altos também encarecem o investimento das empresas e podem desacelerar o crescimento econômico.

Para o governo, a manutenção de taxas elevadas também implica em um custo maior para o pagamento dos juros da dívida pública. Em setembro deste ano, a dívida bruta do governo geral atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões.

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