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Economia

QI Tech é avaliada em US$ 2 bilhões após transformar dificuldade em negócio de infraestrutura

Empresa de infraestrutura tecnológica financeira foi inspirada nos modelos da AWS e da Stripe e projeta faturamento de R$ 2 bilhões para 2026

Por Redação Diário Local

A QI Tech atingiu uma avaliação de cerca de US$ 2 bilhões ao consolidar seu modelo de negócio focado em infraestrutura tecnológica para o setor financeiro. A empresa surgiu da necessidade de resolver dificuldades operacionais enfrentadas por gestoras de investimentos ao utilizarem sistemas bancários tradicionais.

O projeto foi desenhado por Pedro Mac Dowell, que via nos modelos de negócios da AWS (infraestrutura tecnológica sob demanda) e da Stripe (integração de pagamentos) a referência ideal para o que pretendia construir. A ideia era fornecer uma camada de tecnologia que permitisse a outras empresas realizar operações financeiras sem as travas dos sistemas bancários convencionais.

A história da companhia teve um marco importante no Natal de 2017, quando Mac Dowell enviou uma proposta a Jorge Paulo Lemann. A partir de conversas que envolveram também André Street, um dos fundadores da Stone, o modelo de negócio foi estruturado, e o fundador reuniu R$ 3 milhões com sócios para dar início à nova operação.

Como a empresa começou a operar

A QI Tech foi a primeira sociedade de crédito direto a obter licença junto ao Banco Central, modalidade criada em 2018. Após o recebimento da autorização no fim daquele ano, a empresa começou a operar efetivamente em maio de 2019.

No início, a companhia enfrentou desafios regulatórios e fiscais. A equipe precisou negociar com a Receita Federal e autoridades estaduais para definir o enquadramento tributário, evitando que a empresa fosse tratada como uma prestadora de serviços comum, o que exigiria a emissão de notas fiscais para cada movimentação financeira realizada pelos clientes.

Superada a fase de regulamentação, a empresa conquistou clientes entre bancos e gestoras que enfrentavam os mesmos gargalos operacionais. Ao longo dos anos, o portfólio de clientes cresceu, passando a incluir fintechs e grandes marcas, como a operadora Vivo e a plataforma Wellhub.

Projeções para o futuro

Com o crescimento da base de clientes e a consolidação da tecnologia própria, a empresa segue expandindo sua atuação no mercado de infraestrutura financeira. O modelo de desenvolvimento de sistemas internos foi uma escolha estratégica para garantir que a tecnologia fosse desenhada especificamente para o uso de terceiros.

Para o ano de 2026, Pedro Mac Dowell projeta que a QI Tech alcance um faturamento de R$ 2 bilhões, concretizando a visão apresentada no início da trajetória do negócio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.