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Economia

Equatorial Energia compra 30% da Copasa por R$ 5,5 bilhões em leilão

A Equatorial Energia comprou parte da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) na Bolsa de Valores por R$ 5,5 bilhões.

Por Redação Diário Local

A Equatorial Energia concluiu a compra de 30% da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por R$ 5,5 bilhões. A operação, realizada por meio de leilão na Bolsa de Valores, ocorreu há cerca de um mês e integra as estratégias de gestão da atual administração estadual para o ajuste das contas públicas.

O leilão da estatal faz parte de um plano de desestatização que visa o equilíbrio fiscal do estado. A medida ocorre em um período de intensos debates sobre a saúde financeira de Minas Gerais e a eficácia do corte de gastos públicos.

O cenário fiscal mineiro foi alvo de análise recente da revista inglesa The Economist. Em reportagem, o veículo comparou a situação financeira do estado ao panorama econômico brasileiro, ressaltando o alto déficit fiscal registrado.

De acordo com a publicação internacional, as finanças de Minas Gerais enfrentam dificuldades severas, o que exigiria cortes drásticos de gastos para a estabilização das contas públicas. O debate sobre onde aplicar esses cortes é central na gestão atual.

Privatizações no setor de saneamento

A privatização de companhias de saneamento não é um movimento restrito a Minas Gerais. Outros estados brasileiros também realizaram processos de venda de estatais do setor, como São Paulo, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul.

Em São Paulo, a gestão da Sabesp — que tem a Equatorial Energia como principal acionista — foi marcada por debates sobre o aumento de tarifas para os consumidores. O caso paulista também registrou discussões sobre a qualidade dos serviços prestados.

No Rio Grande do Sul, a privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) aconteceu um ano antes das enchentes que atingiram o estado em 2024. Após o desastre climático, a companhia chegou a cobrar tarifas superiores a R$ 1 mil.

Especialistas apontam que o movimento de privatizações no Brasil diverge de uma tendência global, onde alguns países buscam a reestatização de empresas de saneamento. Em Minas Gerais, o processo ocorre em meio a preocupações com desastres climáticos, como o ocorrido em Juiz de Fora.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.