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Economia

Fazenda atribui alta nas despesas das famílias ao custo de modalidades caras de crédito

Ministério da Fazenda aponta que modalidades como cartão de crédito e cheque especial encareceram com juros e impactam o orçamento.

Por Redação Diário Local

O Ministério da Fazenda apresentou, nesta terça-feira (22), dados que indicam que o peso no orçamento das famílias brasileiras decorre do custo elevado de modalidades de crédito, como cartão de crédito e cheque especial. Segundo a pasta, o patamar do endividamento familiar tem se mantido praticamente estável nos últimos três anos, sendo o impacto no bolso dos consumidores um reflexo da alta dos juros nessas categorias específicas.

Os dados foram divulgados durante a apresentação do boletim macrofiscal, que traz as projeções dos principais indicadores econômicos do país. De acordo com o documento, o cenário do endividamento contribuiu para uma revisão na projeção de crescimento da economia brasileira, que passou de 2,3% para 2% em 2026.

O subsecretário de política macroeconômica do Ministério da Fazenda, Rafael Leão, afirmou que o crescimento do crédito tem ocorrido em uma magnitude "muito moderada" quando comparado a outros períodos históricos de alavancagem acelerada. Ele destacou que, embora o estoque de crédito cresça em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o PIB também apresentou expansão.

Apesar da estabilidade do volume total de dívidas, o governo alertou para o custo de um núcleo específico de crédito que encarece o cotidiano dos brasileiros. O rotativo do cartão de crédito, por exemplo, opera em um patamar de quase 436% ao ano, segundo o subsecretário.

Segundo o Ministério da Fazenda, essas modalidades mais caras — que incluem também o cartão parcelado e o cheque especial — foram afetadas pelo ciclo de alta da política monetária. No entanto, a expectativa é de que o custo dessas dívidas comece a cair conforme a Taxa Selic (juros básicos da economia) continue em trajetória de queda.

Na semana passada, o Banco Central realizou o quinto corte consecutivo da taxa básica, reduzindo-a de 14% para 13,75% ao ano. O subsecretário destacou que, com a flexibilização da política monetária, deve haver um afrouxamento do aperto financeiro, especialmente nos créditos de maior custo.

O estudo realizado pela pasta avaliou diversos aspectos, como o comportamento do crédito em relação ao PIB, o núcleo da carteira das famílias, as modalidades utilizadas e a concentração entre recursos livres ou direcionados. O objetivo da análise foi identificar se haveria uma ruptura ou estresse no mercado financeiro.

A pasta informou ainda que as dívidas das famílias passaram por um processo de alongamento por meio da oferta de garantias. O levantamento apontou que o problema central do endividamento está concentrado nas modalidades de crédito livre, e não em outros tipos de financiamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.