Findes apresenta 65 propostas para impulsionar o desenvolvimento do Espírito Santo
Agenda da Indústria Capixaba 2026 foca em infraestrutura, reforma tributária e crédito para atrair investimentos de R$ 100 bilhões.
Por Redação Diário Local
A Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) apresentou a Agenda da Indústria Capixaba 2026, documento com 65 propostas para orientar o ciclo eleitoral de 2027-2030. O plano busca transformar mais de R$ 100 bilhões em investimentos previstos no estado até 2031 em desenvolvimento socioeconômico.
A agenda, assinada pelo presidente da Findes, Paulo Baraona, e pela economista-chefe, Marília Silva, detalha ações em eixos como infraestrutura, tributação, inovação e capital humano.
O que é prioridade em infraestrutura e logística?
No setor de infraestrutura, a pauta industrial prioriza a concessão e a melhoria de rodovias federais estratégicas, com destaque para as BRs 262 e 259. O documento também prevê o acompanhamento de investimentos na BR-101 e o avanço do Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118).
O plano defende a viabilização de ferrovias sob regime de autorização, como a EFMES, EF-352 e EFJK. Na área portuária, o foco é a expansão do acesso terrestre aos complexos e a ampliação de canais, considerando investimentos que superam R$ 27 bilhões em terminais públicos e privados.
A aviação também integra a agenda, com propostas para ampliar voos internacionais de cargas e passageiros no Aeroporto de Vitória, utilizando incentivos fiscais para o Querosene de Aviação (QAV).
Como será o foco na tributação e financiamento?
Para a área tributária, a proposta sugere acelerar a adaptação do ambiente de negócios ao novo sistema tributário, com suporte técnico para micro e pequenas empresas. A agenda exige ainda critérios para a recuperação acelerada de créditos acumulados de ICMS e a simplificação de obrigações acessórias.
No campo do crédito, a Findes propõe fortalecer os fundos estaduais de fomento e os mecanismos geridos pelo Bandes. O objetivo é ampliar fundos garantidores, como o FAMPE, FGI e FGO Pronampe, facilitando o acesso de pequenas e médias empresas a linhas de longo prazo para modernização e descarbonização.
A proposta também inclui a expansão da capilaridade bancária no interior do estado por meio de cooperativas de crédito e pontos descentralizados.
Inovação e capital humano
O plano de inovação foca na digitalização de serviços públicos e na regulamentação do uso de inteligência artificial para reduzir a burocracia. Há também o objetivo de criar condições para a instalação de centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e a retenção de talentos qualificados.
Quanto ao capital humano, o documento aponta a escassez de mão de obra qualificada e propõe o alinhamento da educação profissional às demandas da Indústria 4.0, em parceria com o Sistema S, por meio de programas de requalificação contínua.
