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Empreendedorismo

Franquias no Espírito Santo têm investimento inicial a partir de R$ 2 mil

Setor de franchising capixaba cresceu 9,8% no primeiro trimestre de 2026 e oferece opções em diversos segmentos.

Por Redação Diário Local

O setor de franquias no Espírito Santo oferece oportunidades de investimento inicial a partir de R$ 2 mil. O mercado capixaba apresenta trajetória de crescimento em faturamento, número de operações e geração de empregos, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

No primeiro trimestre de 2026, a receita do setor no estado cresceu 9,8% em relação ao mesmo período de 2025, movimentando mais de R$ 1,3 bilhão. O número de operações no Espírito Santo chegou a 3.831, uma alta de 3,7%, enquanto o total de empregos diretos ultrapassou 33 mil, com aumento de 4,1%.

Os principais destaques no estado durante este período foram os segmentos de alimentação, entretenimento e lazer, além de serviços automotivos. O diretor-regional da ABF no Espírito Santo e Minas Gerais, Antônio Bortoletto, afirma que o franchising está ampliando sua presença para além da Grande Vitória, chegando também ao interior.

Para o empreendedor, a escolha do modelo de negócio deve observar as características de cada região. Segundo o diretor da ABF, municípios com ligação ao turismo podem ser ideais para conceitos de alimentação, lazer e serviços voltados ao visitante.

Quais são as opções de investimento?

Existem modelos de negócio com diferentes perfis de capital e modalidades de atuação. No segmento de abastecimento de veículos elétricos, a marca Tcharge oferece opções de investimento a partir de R$ 2 mil para modelos home based (em casa) e a partir de R$ 10 mil para lojas físicas. A previsão de retorno do modelo home based varia de um a 30 meses.

Outros exemplos de baixo investimento incluem a Mr. Kids, de vending machines infantis, com aportes a partir de R$ 3.200, e a TZ Viagens, no setor de agências de viagens, com opções home based a partir de R$ 7.500. Já o Grupo É, focado em soluções financeiras, exige investimento a partir de R$ 9.900 e tem faturamento médio mensal na faixa de R$ 50 mil.

No setor de serviços, a empresa Tratabem, voltada para manutenção de piscinas, demanda investimento a partir de R$ 12.500, com previsão de retorno entre 6 e 12 meses. Já a rede Zé Coxinha, no ramo de alimentação, requer investimento inicial a partir de R$ 140 mil e apresenta faturamento médio entre R$ 60 mil e R$ 70 mil.

Para investimentos de maior porte, como no setor de locação de equipamentos para construção civil, a Mestre da Obra exige aportes a partir de R$ 480 mil. No segmento de utilidades para o lar, a marca Multicoisas demanda investimento a partir de R$ 450 mil, com faturamento mensal estimado entre R$ 185 mil e R$ 200 mil.

O empreendedorismo por meio de franquias é uma realidade consolidada para diversos perfis. Um exemplo é o caso de José Claudio da Cruz, de 78 anos, que administra cinco unidades da Casa do Construtor em Vila Velha, Cariacica e Santa Teresa, tendo iniciado o investimento em seu próprio negócio em 2008.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.