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Distrito Federal

Revendedores de gás de cozinha realizam protesto contra aumento de preços no Distrito Federal

Grupo de revendedores de GLP realizou manifestação nesta quarta-feira (23) e estuda suspender vendas caso não haja diálogo.

Por Redação Diário Local

Revendedores de gás de cozinha (GLP) realizaram uma mobilização nesta quarta-feira (23) em frente a distribuidoras engarrafadoras no Distrito Federal para protestar contra reajustes nos preços do produto. O movimento busca forçar um diálogo imediato com as empresas distribuidoras e chamar a atenção das autoridades sobre o impacto econômico no setor.

Durante o ato, os manifestantes estacionaram caminhões nas portas das unidades e utilizaram faixas para registrar a insatisfação. Entre as mensagens exibidas, os trabalhadores afirmaram que, embora apoiem programas sociais, não podem trabalhar no prejuízo.

Segundo o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP (Sindvargas-DF), as distribuidoras aplicaram aumentos de aproximadamente R$ 8 em algumas regiões da capital federal. Com essa movimentação, o valor médio do botijão comum passou a ser de R$ 105,56.

O sindicato aponta que as distribuidoras promoveram os repasses de preço mesmo cientes de que a medida afetaria diretamente a rentabilidade das revendas. Para o setor, o aumento tem impacto direto sobre quem atua na ponta final da comercialização.

O que diz o setor sobre o reajuste?

O presidente do Sindvargas-DF, Sérgio Costa, afirmou que o preço de referência do produto já estava defasado antes do novo reajuste. Segundo ele, o valor praticado não acompanhava a realidade atual dos custos operacionais das empresas.

Costa destacou que a conta do setor não fecha quando os revendedores são obrigados a absorver sozinhos o impacto dos aumentos. Ele reforçou que não é possível manter a operação enquanto o preço de referência permanecer desatualizado em relação aos custos.

Possibilidade de suspensão das vendas

O grupo de revendedores informou que não descarta a possibilidade de suspender totalmente as vendas para o consumidor final. A medida de paralisação das atividades é estudada caso não ocorra a formação de uma mesa de negociação.

O objetivo da mobilização desta quarta-feira (23) é garantir que as distribuidoras e as autoridades voltem a discutir as condições de mercado. O setor aguarda uma resposta imediata para evitar que a interrupção do fornecimento chegue a ocorrer.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.