Fundo Funses 1 pode devolver mais de R$ 500 milhões ao Espírito Santo, projeta gestora
Com R$ 250 milhões em patrimônio, fundo de inovação apresenta valorização de 60% em suas cotas, segundo a Quartzo Capital.
Por Redação Diário Local
O Fundo Soberano do Espírito Santo, por meio do FIP Funses 1, possui potencial para devolver mais de R$ 500 milhões ao estado, segundo projeções da Quartzo Capital, gestora dos recursos.
Criado com recursos provenientes de royalties de petróleo, o fundo é voltado para investimentos em startups e empresas de base tecnológica. O Funses 1 conta com um patrimônio de R$ 250 milhões e já destinou mais de R$ 150 milhões para o fomento de negócios.
A carteira atual do fundo reúne mais de 45 empresas, entre negócios que receberam aportes diretos e startups apoiadas por programas de aceleração. De acordo com a gestora, a cota do fundo registra uma valorização de cerca de 60%, baseada em auditorias realizadas por empresas independentes.
Como o fundo investe nas empresas?
A gestão utiliza três modelos distintos para a aplicação dos recursos. O primeiro é o investimento direto, destinado a negócios com clientes, faturamento e estrutura consolidada, com aportes que superam R$ 1 milhão.
O segundo modelo é a aceleração com investimento, voltado para startups em fases mais iniciais da trajetória. Nesse formato, os aportes ficam em média próximos de R$ 500 mil, acompanhados de suporte para estruturação do negócio.
O terceiro modelo é a aceleração digital, que não envolve aporte financeiro imediato. A iniciativa foca em empreendedores que possuem apenas a ideia do projeto, auxiliando na transformação do conceito em um pequeno negócio.
Quais são os critérios de seleção?
Para receber recursos, as empresas precisam demonstrar demanda pelo produto, possuindo clientes e capacidade de emissão de notas fiscais. Além da viabilidade comercial, a qualidade da equipe e dos fundadores é um fator determinante para o acesso ao capital.
A gestão destaca que a capacidade de execução é o principal critério avaliado. A análise busca identificar empreendedores capazes de converter planos em resultados consistentes, indo além de formação acadêmica ou carisma.
A estratégia de diversificação também é aplicada para mitigar riscos. Os investimentos estão espalhados por setores como saúde, construção civil, logística, serviços financeiros e análise de equipamentos industriais.
