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Margem de vitória do presidente eleito pode aumentar risco de contestação, alerta Goldman Sachs

Analistas do banco apontam que diferença inferior a 1 ponto pode indicar mandato frágil e aumentar chances de contestação do resultado.

Por Redação Diário Local

A margem de vitória do presidente eleito no segundo turno das eleições presidenciais, divulgado neste domingo (25), é o principal ponto de atenção para os investidores. Segundo relatório dos economistas do banco Goldman Sachs, a diferença entre os candidatos influenciará a percepção de estabilidade do país.

Os analistas alertam que uma diferença inferior a 1 ponto percentual entre o vencedor e o segundo colocado pode aumentar o risco de contestação do resultado. Em um cenário de alta polarização, essa margem estreita poderia ser interpretada como um mandato frágil para governar.

Por outro lado, o banco projeta que uma vitória com margem superior a 4 pontos proporcionaria ao eleito um mandato claro. Além dos números, os economistas destacam que o tom dos discursos de comemoração e de reconhecimento da derrota será essencial para indicar se a transição institucional ocorrerá sem sobressaltos.

O impacto da abstenção também é um fator monitorado. De acordo com o banco, uma taxa elevada de abstenção favoreceria, em tese, o senador Flávio Bolsonaro. O relatório observa que, embora a abstenção costume crescer do primeiro para o segundo turno, o cenário de disputa acirrada pode gerar desvios do padrão histórico.

Transição e mercado

Após o encerramento da votação, o foco do mercado financeiro deve se voltar para a composição ministerial do novo governo. Os investidores buscarão sinais quanto às políticas públicas e à continuidade de reformas econômicas.

O Goldman Sachs projeta que os mercados tendem a reagir positivamente caso haja sinais de pacificação social e estabilidade política. A adoção de medidas capazes de impulsionar investimentos e o crescimento econômico é vista como um fator de otimismo.

A urgência por mudanças no regime de políticas econômicas é reforçada pelos dados históricos citados no relatório. Entre o terceiro trimestre de 2011 e o segundo trimestre de 2026, o crescimento real do PIB per capita registrou média de apenas 0,15%.

Além do baixo crescimento, os analistas apontam que os gastos reais com investimentos permaneceram, no segundo trimestre de 2026, 8,3% abaixo do pico registrado no segundo trimestre de 2013. O cenário busca reverter um longo período de estagnação das condições econômicas e sociais do país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.