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Governo central precisa de financiamento de 7,7% do PIB no 1º trimestre

Resultado deficitário foi compensado parcialmente por superávits de Estados e municípios; as três esferas juntas registraram déficit de 5,73% do PIB.

Por Diário Local

O governo central — composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — registrou necessidade de financiamento de 7,68% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre de 2026. O dado foi divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (1º de julho) por meio do Boletim de Estatísticas Fiscais do Governo Geral (BEFGG).

A necessidade de financiamento significa que as despesas do governo central superaram as receitas no período. Esse resultado deficitário foi parcialmente compensado pelos superávits registrados por Estados e municípios, mas ainda assim levou o consolidado das três esferas de governo a um deficit de 5,73% do PIB.

O cenário piorou em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando o deficit consolidado havia sido de 1,77% do PIB. A deterioração do resultado fiscal reflete o aumento das despesas nas três esferas.

Os Estados apresentaram capacidade de financiamento de 0,38% do PIB no período, com receitas maiores que despesas. Os municípios registraram superávit ainda maior: 1,57% do PIB.

No consolidado das três esferas, a receita totalizou 41,9% do PIB no 1º trimestre de 2026, praticamente estável ante 41,76% no mesmo período de 2025. As despesas, porém, subiram significativamente: foram de 47,63% do PIB, ante 43,53% um ano antes — um aumento de mais de 4 pontos percentuais.

A disparidade entre receita e despesa no governo central explica a escalada do deficit consolidado. Enquanto a arrecadação permaneceu praticamente no mesmo patamar, os gastos cresceram de forma expressiva em toda a administração federal.

O BEFGG consolida estatísticas seguindo o Manual de Estatísticas de Finanças Públicas de 2014 do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nessa metodologia, as despesas são apuradas no momento em que surge a obrigação legal para o governo, enquanto as receitas seguem o regime de caixa — considerando apenas os recursos efetivamente recebidos.

Os dados refletem a pressão fiscal sobre as contas públicas no primeiro semestre de 2026, com o governo central demandando financiamento cada vez maior para cobrir a diferença entre receitas e despesas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.