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Economia

Hypera e Rede D’Or registram as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (21)

Investidores aguardam balanços do segundo trimestre das companhias, que podem trazer cenários distintos para o mercado.

Por Davy Albuquerque

As ações da Hypera e da Rede D’Or registraram as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (21). A farmacêutica Hypera fechou o dia com recuo de 5,51% (R$ 20,24), enquanto a Rede D’Or caiu 4,32% (R$ 33,92).

O movimento reflete a expectativa dos investidores pelos resultados do segundo trimestre de 2026 das duas companhias. Segundo o Citi, os balanços podem apresentar leituras distintas para o mercado, com teses de investimento em momentos diferentes.

O que se espera da Hypera?

Para a Hypera, o banco projeta um segundo trimestre com poucos eventos relevantes, o que pode ser visto positivamente caso não haja surpresas negativas. A estimativa é de crescimento de 7,5% nas vendas ao consumidor (sell-out) e uma melhora na margem bruta para 62%.

O relatório aponta que essas tendências podem ser parcialmente compensadas por despesas de marketing ligadas à Copa do Mundo no início do período. A expectativa é que a empresa mantenha o controle do capital de giro e gere um fluxo de caixa livre para o acionista de aproximadamente R$ 281 milhões no trimestre.

Apesar de estimar um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) cerca de 6% abaixo do consenso do mercado, o Citi destaca que a ação é negociada a múltiplos descontados. O banco mantém a recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 28 para a companhia.

Desafios para a Rede D’Or

No caso da Rede D’Or, o cenário é considerado mais cauteloso. O Citi prevê uma alta de 11% na receita, mas ressalta que a ocupação hospitalar ficou abaixo do esperado, o que pressiona a alavancagem operacional e o avanço dos ganhos.

A compensação para o desempenho hospitalar deve vir da SulAmérica, que apresenta melhora na sinistralidade médica. A projeção é de que a taxa de sinistralidade caia cerca de 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Contudo, analistas do banco temem que a evolução da rentabilidade da SulAmérica não seja suficiente para compensar o desempenho hospitalar aquém das expectativas pelo terceiro trimestre consecutivo. Mesmo assim, o Citi mantém a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 48, citando níveis de valuation historicamente baixos e compras recentes feitas pelos controladores.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.