Ibovespa Futuro sobe 1% nesta quinta-feira (3) e acompanha expectativa por pesquisa Datafolha
Contrato de índice futuro avança 1,04% com investidores atentos ao cenário eleitoral e a dados de emprego nos Estados Unidos.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa Futuro opera em alta nesta quinta-feira (3), registrando avanço de 1,04% aos 189.850 pontos às 9h08. O movimento amplia os ganhos observados na véspera e ocorre em um cenário de atenção voltada para novos levantamentos de pesquisas eleitorais e dados econômicos nos Estados Unidos.
O interesse nos indicadores políticos surge acompanhando a expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre o cenário para a presidência. A movimentação ocorre após levantamento da Quaest apontar redução na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.
No plano internacional, o mercado aguarda com cautela o relatório de empregos fora do setor agrícola dos Estados Unidos, previsto para esta sexta-feira (4). A expectativa dos investidores é de que sejam abertas 56 mil vagas, após o fechamento de 23 mil postos de trabalho em julho.
O relatório é tratado como peça fundamental para as projeções sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Atualmente, o mercado atribui cerca de 60% de probabilidade a um aumento de juros pelo Fed ainda este mês, patamar que estava abaixo de 40% na última semana.
Cenário externo e câmbio
Enquanto os índices futuros dos Estados Unidos apresentam variações distintas — com o Dow Jones Futuro subindo 0,21% e o Nasdaq Futuro recuando 0,15% —, o dólar futuro opera em baixa de 0,38%, cotado a R$ 5,108. Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam sem uma direção definida, com o índice Nikkei 225, do Japão, recuando 0,17%.
No mercado de commodities, os preços do petróleo registram recuo, interrompendo uma sequência de três dias de altas. O movimento sucede declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a duração de possíveis ataques ao Irã e o controle americano sobre o Estreito de Ormuz.
Já no setor de minério de ferro, as cotações na China fecharam em alta. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da atividade nos altos-fornos, ao mesmo tempo em que a pressão sobre o carvão metalúrgico apresentou diminuição.
A cautela externa também é alimentada por tensões no Oriente Médio, que impactam o desempenho dos índices futuros em Wall Street. Os investidores buscam pistas sobre a força do mercado de trabalho norte-americano para calibrar as apostas sobre os próximos passos da economia global.
