Ibovespa recua 0,25% nesta quinta-feira (29) e dólar futuro sobe 0,63% após eleições
Bolsa brasileira segue pressionada perto de mínimas do ano, enquanto dólar futuro acumula alta de 8% na semana após segundo turno.
Por Redação Diário Local
O mercado financeiro brasileiro busca novos pontos de equilíbrio para a Bolsa e o câmbio após o segundo turno das eleições. Nesta quinta-feira (29), por volta das 11h45, o Ibovespa recuava 0,25%, sendo negociado aos 170,6 mil pontos, o que amplia a perda de 16,8% registrada na semana.
Em contrapartida, o dólar futuro avançou 0,63%, aos 5.382,5 pontos, e acumula uma valorização superior a 8% desde a segunda-feira (26). Embora a intensidade dos movimentos tenha diminuído após o choque inicial, os ativos brasileiros ainda passam por uma reprecificação que impacta os gráficos.
Como está o desempenho da Bolsa?
O Ibovespa atravessa um período de deterioração de curto prazo. Após atingir a máxima histórica de 209.713 pontos, o índice rompeu sua estrutura de alta na segunda-feira (26), quando registrou queda de 13,88%. Na última sessão, o recuo foi de 2,68%, levando o índice para abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
Atualmente, o índice está em região de sobrevenda, com o indicador IFR (14) em 27,09 pontos. De acordo com análise técnica, esse cenário aumenta a possibilidade de um repique técnico, mas ainda não há confirmação de reversão de tendência. A primeira região de atenção para novos suportes está em 169.516 pontos, seguida pela mínima anual em 164.835 pontos.
Para que o Ibovespa inicie uma recuperação consistente, será necessário retomar a região da média de 200 períodos, próxima de 181.400 pontos, e superar o nível de 189.487 pontos.
O que move o dólar futuro?
O dólar futuro apresenta forte volatilidade. Após o salto de 8,18% registrado na segunda-feira (26), o ativo iniciou uma correção, mas segue operando bem acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, que estão em 5.198, 5.124,5 e 5.153,9 pontos, respectivamente.
A valorização do dólar entrou no radar da política monetária. Economistas avaliam que um real mais fraco pode aumentar a pressão inflacionária, o que pode levar o Banco Central a adotar maior cautela em futuros cortes da taxa Selic. O cenário é de incertezas fiscais e redução de exposição por parte de bancos globais perante o risco brasileiro.
Em termos de resistência, caso o dólar futuro recupere força, o primeiro alvo é 5.429 pontos. Já para uma correção mais profunda, o mercado observa os níveis de 5.310 e 5.266,5 pontos.
