Ibovespa Futuro cai com investidores atentos a pesquisas eleitorais e debate
O índice recuava 0,11% nesta segunda-feira (19) em meio à divulgação de levantamentos eleitorais e ao cenário externo.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa Futuro operava em baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira (19), registrando recuo de 0,11%, aos 210.390 pontos, às 9h08. O movimento ocorre enquanto investidores avaliam os reflexos das recentes pesquisas eleitorais e o cenário político após o debate entre os candidatos à Presidência, ocorrido no domingo (18).
Os levantamentos divulgados nesta manhã mostram movimentos distintos nas intenções de voto para o segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). Segundo as pesquisas BTG/Nexus e AtlasIntel, há uma redução numérica nas intenções de Flávio Bolsonaro (PL) e um avanço nas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora o senador ainda apresente vantagem.
Na pesquisa BTG/Nexus, o cenário é de empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro soma 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45,9%.
Já o levantamento da AtlasIntel, contratado pela Bloomberg, aponta liderança de Flávio Bolsonaro com 49,8%. O presidente Lula aparece com 47,6%, uma diferença de 2,2 pontos percentuais, valor que supera a margem de erro de 1 ponto percentual do estudo.
O clima de polarização reflete o embate ocorrido na noite de domingo (18), durante o debate na TV Band. O encontro foi marcado por acusações mútuas, como os questionamentos de Flávio Bolsonaro sobre o envolvimento de Fábio Luiz Lula da Silva no caso do INSS e as indagações de Lula sobre as relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro.
No campo dos indicadores econômicos, o Relatório Focus, do Banco Central, trouxe ajustes nas expectativas. Os economistas mantiveram a projeção da inflação (IPCA) para 2026 em 5,22%, mas reduziram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,85% para 1,83%.
O relatório também mostrou uma leve queda na projeção para o dólar ao fim do ano, que passou de R$ 5,15 para R$ 5,13. A expectativa para a taxa de juros básica, a Selic, permaneceu em 13,25% ao ano.
No cenário internacional, o crescimento da economia da China acelerou para 4,5% no terceiro trimestre, acompanhando as projeções. O desempenho foi impulsionado pela produção industrial e pelas vendas no varejo, apesar da cautela devido à fraqueza no mercado imobiliário chinês.
