Padilha critica Flávio Bolsonaro sobre hospitais do Rio e gestão na saúde
Ministro da Saúde citou suspeitas de desvios na pandemia e criticou gestão em unidades federais do Rio de Janeiro durante debate
Por Redação Diário Local
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a gestão da saúde durante o governo de Jair Bolsonaro e a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na administração de hospitais federais no Rio de Janeiro. As declarações foram feitas pelo ministro em publicação no X neste domingo (18), após o debate presidencial realizado pela Band.
Durante o debate, Padilha afirmou que o Brasil corre o risco de enfrentar problemas semelhantes aos enfrentados pelas unidades federais fluminenses caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. O ministro também mencionou a existência de suspeitas de desvios que ultrapassariam R$ 100 milhões na área da saúde durante o período da pandemia.
Padilha comparou a atuação do senador na área ao desempenho do general Eduardo Pazuello, que comandou o Ministério da Saúde na gestão de Jair Bolsonaro. No encontro, o senador Flávio Bolsonaro reconheceu falhas na condução da pasta durante o período em que seu pai ocupou a Presidência.
"De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea-culpa", declarou o senador durante o debate em São Paulo.
Confronto sobre hospitais federais no Rio
A situação dos hospitais federais do Rio de Janeiro foi um dos pontos de tensão no debate. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o senador de cobrar pedágio de funcionários de uma unidade hospitalar para o estacionamento de veículos, afirmação que Flávio Bolsonaro classificou como mentira.
Em resposta, Padilha afirmou que trabalhadores do Hospital Federal Cardoso Fontes relataram cobranças ilegais de pacientes e funcionários para o uso do estacionamento. O ministro também alegou que pessoas próximas ao senador foram indicadas para cargos de direção e que contratos sem licitação representariam cerca de 70% das contratações.
Segundo o ministro, gestores que se opunham às indicações de pessoas ligadas ao senador teriam sido afastados. O embate ocorreu no primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições, realizado em São Paulo.
As eleições para a Presidência da República serão decididas no próximo sábado (25). Pesquisas recentes mostram Flávio Bolsonaro à frente em 11 de 13 levantamentos, enquanto o instituto PoderData/Aya aponta empate técnico entre os candidatos.
