Taxas do Tesouro Direto recuam nesta segunda-feira (19) em meio a novas pesquisas eleitorais
Títulos prefixados e atrelados à inflação abriram em queda nesta segunda-feira (19), acompanhando o cenário externo e o clima eleitoral.
Por Redação Diário Local
As taxas dos títulos prefixados e atrelados à inflação do Tesouro Direto abriram em queda nesta segunda-feira (19), após uma semana de alta. O movimento reflete o cenário externo e a expectativa em torno das novas pesquisas eleitorais para o segundo turno, que ocorre no próximo domingo (25).
O maior recuo foi observado no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja taxa passou de 13,01% ao ano no fechamento de sexta-feira (16) para 12,92%, uma redução de 9 pontos-base. Outros títulos de mesmo tipo, como o Prefixado 2032 e o 2029, também registraram quedas, voltando a patamares inferiores aos registrados na abertura de 5 de outubro.
O que acontece com os títulos atrelados à inflação?
No segmento de títulos indexados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a maior queda foi do Tesouro IPCA+ 2050, que recuou de IPCA + 6,74% para IPCA + 6,66%. Este é o menor nível registrado para o papel desde a quarta-feira (14).
Os demais títulos atrelados ao IPCA apresentaram recuos entre 3 e 5 pontos-base. O IPCA+ 2032 passou de IPCA + 6,83% para IPCA + 6,78%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 caiu de IPCA + 6,73% para IPCA + 6,68%.
Pesquisas eleitorais apresentam divergências
A oscilação nos juros ocorre em um dia de divulgação de novas pesquisas para o segundo turno. A AtlasIntel/Bloomberg indicou que a diferença entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) caiu para 2,2 pontos percentuais, com 49,8% das intenções de voto para Flávio e 47,6% para Lula.
Já a Nexus/BTG aponta um empate técnico, com 46,5% para Flávio e 45,9% para Lula. Em outra medição, a PoderData/Aya indica Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, enquanto a Vox Brasil havia apontado Lula com 51% e Flávio com 49% em rodada anterior.
Cenário macroeconômico e câmbio
No âmbito macroeconômico, o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) de outubro foi informado pela FGV como 1,76%, acima da projeção de 1,44%. No Boletim Focus, a projeção do mercado para o IPCA de 2026 manteve-se em 5,22%, enquanto a expectativa para a Selic (juros básicos) ficou em 13,25% para o fim deste ano.
No mercado de câmbio, o dólar operava em queda de 0,54%, cotado a R$ 5,046. No cenário internacional, o petróleo Brent recuava, com o barril próximo a US$ 108,7, após decisão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de suspender parte das sanções contra a Rússia na última sexta-feira (16).
