Ibovespa Futuro recua com divulgação de relatório de empregos nos EUA acima do esperado
Contrato operava em baixa nesta sexta-feira (4) após relatório do Departamento do Trabalho dos EUA mostrar criação de vagas acima das projeções.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa Futuro opera em baixa nesta sexta-feira (4) em reação aos dados do relatório de emprego (payroll) dos Estados Unidos, que vieram acima das expectativas do mercado. O principal movimento dos investidores ocorre após a divulgação de números de criação de vagas de trabalho superiores às projeções.
Às 9h08, o contrato recuava 0,36%, operando aos 187.120 pontos. O relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA indicou a criação de 162 mil vagas de emprego em agosto, número consideravelmente maior do que os 56 mil postos previstos por economistas.
A movimentação nos contratos futuros acontece um dia após o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, ter moderado as expectativas sobre o aumento da taxa de juros americana. Com as declarações, as projeções sobre o movimento do banco central dos EUA foram ajustadas.
De acordo com dados da ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de alta nos juros recuou de 63% para quase 50% após os comentários do diretor. O mercado monitora como esses dados de emprego influenciarão as próximas decisões de política monetária.
Nos Estados Unidos, os índices futuros apresentavam desempenho misto nesta manhã. O Dow Jones Futuro registrava queda de 0,28% e o S&P Futuro recuava 0,20%, enquanto o Nasdaq Futuro operava em alta de 0,18%.
No mercado de câmbio, o dólar futuro operava com valorização de 0,44%, sendo negociado a R$ 5,154. O cenário de incertezas globais e dados econômicos tem mantido a volatilidade nas moedas.
No cenário internacional, os mercados da Ásia-Pacífico fecharam a sessão com resultados majoritariamente positivos. Na Coreia do Sul, o índice Kosdaq avançou 2,95%, enquanto em Hong Kong o Hang Seng subiu 1,82% ao fim do pregão.
No setor de commodities, os preços do petróleo operam em baixa, apesar de estarem no caminho para o maior ganho semanal desde julho. O movimento é influenciado por tensões no Oriente Médio, que geram preocupação sobre o abastecimento global de energia.
