Preços de combustíveis registram queda pelo terceiro mês consecutivo no Brasil
Etanol registra maior redução acumulada entre maio e agosto, enquanto gasolina e diesel S-10 também apresentam recuo nos preços
Por Redação Diário Local
Os preços dos combustíveis no Brasil registraram queda pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com levantamento da ValeCard. O estudo, baseado em transações realizadas em mais de 25 mil postos entre 1º e 26 de agosto, mostra um movimento de redução que se consolida desde junho.
O etanol registrou o maior recuo no período, com uma queda acumulada de 7,45%, sendo comercializado, em média, a R$ 4,275 em todo o país. A gasolina apresentou uma redução de 1,21% entre maio e agosto, com preço médio de R$ 6,774 o litro. Já o Diesel S-10 registrou queda de 1,97% em relação a maio, com média de R$ 7,159.
Como os preços variaram em agosto?
Na comparação mensal de agosto, o etanol apresentou redução de 2,06% frente ao mês de julho. O biocombustível teve queda de preço em 25 estados, impulsionado pela safra sucroenergética e pela oferta do produto. O recuo mais expressivo ocorreu no Rio Grande do Sul, com redução de 5,55%, enquanto o litro mais barato do país foi encontrado em São Paulo, a R$ 3,865.
A gasolina acompanhou a tendência de baixa e recuou em 19 estados, com a Bahia registrando a maior queda mensal (-1,83%). O Diesel S-10 teve uma redução de 0,51% no mês, trazendo alívio para frotas corporativas.
Qual a vantagem do etanol para o consumidor?
Com as quedas sucessivas, o etanol ampliou sua vantagem competitiva frente à gasolina. Atualmente, o biocombustível é considerado vantajoso para veículos flex em 17 estados brasileiros, número superior aos 10 estados registrados em junho. Os cenários mais favoráveis para a troca são Roraima, Mato Grosso, Amapá e São Paulo.
A ValeCard observa que a redução superior a 2% na média nacional do etanol aumenta sua competitividade. A empresa detalhou ainda que a decisão do governo de prorrogar temporariamente a subvenção à gasolina até nesta quarta-feira (9) (terça-feira) atua como mecanismo para amortecer pressões de preços ao consumidor final.
O cenário é influenciado por variáveis como custos de distribuição, tributos, o uso de etanol anidro na gasolina e a dinâmica regional de abastecimento. Especialistas alertam, contudo, que a oscilação do dólar, que opera na casa dos R$ 5,15, e o preço do petróleo continuam sendo fatores de risco para a manutenção da tendência de baixa.
