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Economia

Ibovespa perde força na última semana antes do 1º turno das eleições e encerra semana em queda

Índice encerrou a sexta-feira (25) aos 183.476 pontos, com queda de 0,95% na semana, sob pressão da proximidade das urnas.

Por Redação Diário Local

O Ibovespa encerrou a última semana antes do primeiro turno das eleições com menos força do que apresentava no início de setembro. O índice fechou a sexta-feira (25) aos 183.476 pontos, registrando uma queda de 0,95% na semana.

Apesar do recuo semanal, o desempenho do mercado ainda reflete parte da recuperação iniciada em agosto. Em setembro, a Bolsa acumula alta de 3,41%, enquanto no ano de 2026 o índice sobe 13,87%. O fluxo de investidores estrangeiros também segue positivo, com entrada líquida de R$ 27,26 bilhões até o dia nesta quarta-feira (23).

A proximidade das urnas, com a votação do primeiro turno prevista para o próximo domingo (4), aumenta a sensibilidade do mercado a fatores políticos e fiscais. O calendário deixa apenas cinco pregões para a absorção de novos dados antes do pleito.

O que impacta as expectativas do mercado?

Além das pesquisas eleitorais, que mostram diferenças estreitas entre os candidatos, o mercado monitora o impacto de medidas governamentais nas contas públicas. O reajuste do Bolsa Família, a nova etapa do programa Desenrola e a proibição das apostas on-line (bets) possuem impacto potencial de até R$ 42,3 bilhões sobre as contas do próximo mandato.

O aumento do Bolsa Família representa a maior parte desse valor, com custo adicional estimado em R$ 22 bilhões para 2027. O programa Desenrola 3.0 prevê gastos de até R$ 15 bilhões, enquanto o fim das apostas on-line pode gerar uma perda de arrecadação de R$ 5,3 bilhões no próximo ano.

O governo afirma que pretende acomodar essas mudanças dentro das regras fiscais por meio de remanejamento e revisão de despesas.

Quais são os níveis de suporte e resistência?

O Ibovespa passou por um rali expressivo entre 14 de agosto e 8 de setembro, quando saltou de 164.835 pontos para 189.487 pontos. Desde então, o índice perdeu intensidade e passou a operar em uma faixa mais estreita.

Analistas técnicos da XP, Aliakyn Pereira e Ross, apontam que a região de 189.487 pontos atua como uma resistência para o índice. Para que uma retomada de alta mais clara ocorra, o Ibovespa precisaria superar os 189.500 pontos, o que poderia projetar o índice para o alvo de 210 mil pontos.

Por outro lado, a manutenção da estrutura de recuperação depende da preservação do suporte de 180.800 pontos. Caso esse nível seja rompido, o mercado pode enfrentar uma correção mais profunda, voltando a buscar a mínima de agosto, de 164.835 pontos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.