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Economia

Ibovespa pode subir 10% após 1º turno conforme padrão histórico, afirma JPMorgan

Análise aponta que ações brasileiras podem repetir padrão de recuperação após votação, apesar da cautela atual por incertezas fiscais.

Por Redação Diário Local

O mercado de ações brasileiro pode repetir um comportamento histórico de anos eleitorais, com uma possível recuperação de aproximadamente 10% durante o mês da eleição, segundo relatório do JPMorgan. A análise indica que esse movimento de alta tende a ocorrer após o primeiro turno, independentemente de quem liderar a disputa.

Atualmente, as ações brasileiras registram uma performance 24% inferior à dos mercados emergentes desde abril. Para os estrategistas do banco, a combinação de incertezas fiscais, volatilidade política e a indefinição sobre o resultado eleitoral mantém os investidores em posição de cautela no curto prazo.

Qual o cenário das pesquisas eleitorais?

As pesquisas compiladas pelo JPMorgan mostram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente em um eventual segundo turno, com uma vantagem de cerca de 3,5 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro. No entanto, o banco ressalta que a diferença permanece dentro da margem de erro em diversos levantamentos, o que impede uma conclusão definitiva.

A instituição também avalia que é improvável o surgimento de uma candidatura viável de terceira via neste estágio da corrida eleitoral. O banco projeta que a disputa presidencial deve seguir competitiva até a reta final da campanha.

Projeções econômicas e juros

No campo macroeconômico, o JPMorgan revisou para cima a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, elevando de 1,8% para 2%. A mudança reflete os efeitos de medidas fiscais e parafiscais adotadas pelo governo, embora o banco preveja uma desaceleração da atividade ao longo do segundo semestre.

Quanto à política monetária, a previsão é de mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa Selic (juros básicos) até setembro, o que levaria a taxa para 13,75% até o fim do ano. A melhora temporária da inflação permitiria a redução dos juros pelo Banco Central, apesar das limitações impostas pelas incertezas fiscais.

Riscos para o mercado financeiro

O principal risco para os ativos brasileiros continua sendo o ambiente político e fiscal após as eleições. O banco alerta que estímulos adotados antes do pleito podem gerar compromissos permanentes de gastos ou reduzir receitas estruturais a partir de 2027, o que aumenta a preocupação com a sustentabilidade das contas públicas.

Contudo, se o padrão histórico se repetir, o período de maior aversão ao risco pode estar chegando ao fim, abrindo espaço para uma recuperação da Bolsa conforme as incertezas sobre o resultado eleitoral começarem a diminuir.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.