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Economia

Ibovespa cai 0,51% em dia de acomodação após queda histórica decorrente de incertezas fiscais

Índice de referência fechou a 175.710,05 pontos em pregão marcado por volatilidade e espera por medidas do governo

Por Redação Diário Local

O Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, nesta terça-feira (27). O pregão foi marcado por um movimento de acomodação na bolsa paulista após as fortes perdas registradas na segunda-feira (26), em meio a incertezas sobre o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro atingiu a máxima de 178.526,08 pontos e a mínima de 175.130,23 pontos durante o dia. O volume financeiro movimentado no pregão somou R$ 72,23 bilhões.

A queda desta terça-feira (27) ocorre um dia após o Ibovespa sofrer uma retração de quase 14%, a maior desde 2020. O movimento anterior foi impulsionado pelo desfecho da eleição presidencial, que contrariou as expectativas de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e levantou dúvidas sobre uma possível agenda de ajuste fiscal.

O que diz o governo sobre o mercado?

Nesta terça-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que reafirmou a Luiz Inácio Lula da Silva a necessidade de enviar sinais propositivos ao mercado. Segundo o ministro, o governo já possui medidas prontas para apresentação, incluindo uma que permite buscar o centro da meta fiscal.

Apesar da declaração, o mercado optou por aguardar planos mais concretos para o quarto mandato presidencial. De acordo com o analista Matheus Villela, da gestora Aware Investments, o ambiente segue volátil e o foco dos investidores agora se concentra na condução da política econômica e na definição do Ministério da Fazenda.

Desempenho das principais empresas

No setor de mineração, a Vale recuou 2,14%, acompanhando a queda de 0,9% nos contratos de minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China. A companhia deve divulgar seu balanço do terceiro trimestre nesta quinta-feira (29), após o fechamento do mercado.

A Petrobras registrou queda de 2,02%, influenciada pela fraqueza do petróleo Brent no exterior, que fechou em queda de 1,8%, a US$ 113,88. Já o Banco do Brasil fechou em queda de 0,52%, após ter apresentado alta de 4,8% em parte da sessão.

Em contrapartida, a Braskem disparou 16,35%. A petroquímica informou nesta última semana que, após reuniões com acionistas, nenhuma das propostas sobre o plano de recuperação extrajudicial foi aceita, mas as negociações para a reestruturação de dívidas foram prorrogadas até nesta sexta-feira (30).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.