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Economia

Banco Central não vê risco para estabilidade financeira apesar de alta na inadimplência

Em relatório divulgado nesta terça-feira (27), o Banco Central afirma que o sistema financeiro nacional mantém capitalização e liquidez confortáveis.

Por Redação Diário Local

O Banco Central (BC) avaliou que não há risco relevante para a estabilidade financeira do país e que o Sistema Financeiro Nacional (SFN) mantém níveis de capitalização e liquidez confortáveis. A análise faz parte do Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026, divulgado nesta terça-feira (27).

A autarquia destacou que o sistema bancário permanece resiliente e rentável, apesar de um recuo observado na rentabilidade. Testes de estresse, de capital e de liquidez realizados pelo BC demonstraram a robustez das instituições financeiras no cenário atual.

Apesar do cenário de estabilidade, o relatório aponta que a materialização de riscos aumentou e deve seguir pressionada no curto prazo. O principal ponto de atenção é o crédito concedido às famílias, onde se observa uma maior propensão ao risco, especialmente na modalidade de cartões de crédito, que mantém taxa de expansão elevada.

Por que os ativos problemáticos cresceram?

Segundo o Banco Central, os ativos problemáticos atingiram o maior nível registrado desde 2012 na maioria das modalidades de crédito. O principal fator para esse movimento foi a elevação da inadimplência no país.

O BC pontuou que o aumento da inadimplência teria ocorrido mesmo se as políticas de baixa a prejuízo não tivessem sido alteradas em 2025. Esse movimento reflete um cenário que a autarquia classifica como de necessidade de cautela.

Como está a oferta de crédito para empresas e famílias?

O financiamento à economia real apresentou desaceleração, o que o BC atribui às condições financeiras mais restritivas e à moderação da atividade econômica. No setor de crédito às famílias, houve um arrefeção na carteira de maior risco, enquanto a carteira de menor risco se manteve estável.

No segmento de pessoas jurídicas, o crédito para micro, pequenas e médias empresas também registrou desaceleração. A autarquia indicou que o mercado de capitais tem crescido em ritmo superior ao crédito bancário tradicional.

As estimativas de probabilidade de inadimplência (default) indicam que a pressão deve continuar para a maioria das modalidades durante o segundo semestre de 2026. Isso inclui a continuidade do risco elevado no crédito voltado para as empresas de pequeno e médio porte.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.