Ibovespa cai com incerteza eleitoral e tensão no Oriente Médio nesta quinta-feira (22)
Bolsa brasileira recua com disputa presidencial acirrada e alta do petróleo devido a conflitos internacionais nesta quinta-feira (22)
Por Redação Diário Local
O Ibovespa operava em queda nesta quinta-feira (22), pressionado pela incerteza política no Brasil e pelo cenário de aversão ao risco internacional. Até as 11h42, o índice cedia 1,44%, sendo cotado a 203.513,73 pontos, com apenas cinco das 76 ações monitoradas apresentando alta na sessão.
A volatilidade reflete o impacto da proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (26), e a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou o petróleo Brent a atingir US$ 112,68 o barril. Além do cenário externo, a falta de planos fiscais concretos apresentados pelos candidatos contribui para a cautela dos investidores quanto ao futuro das contas públicas do país.
O mercado monitora de perto os levantamentos eleitorais para avaliar se as tendências de disputa permanecem estáveis. Segundo a pesquisa Indexa/Broadcast, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45,2% das intenções de voto, contra 44,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já o levantamento PoderData/Aya aponta o senador com 49% e o presidente com 48% dos votos em simulação de segundo turno.
Por que o mercado está cauteloso?
A cautela ocorre devido à combinação de ansiedade doméstica e um ambiente externo pressionado pela ausência de dados econômicos nos Estados Unidos. Como o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, encontra-se em período de silêncio, os investidores ficam sem vetores claros de direção, o que eleva a relevância de questões geopolíticas e do calendário eleitoral brasileiro.
Outro fator de pressão é o recuo de 1,62% no preço do minério de ferro em Dalian, na China. O desempenho negativo do metal influencia o setor de mineração nacional, refletindo o clima de incerteza nas commodities e o ambiente de risco global.
Quais os impactos nos setores?
No setor de mineração, a Vale recuava 2,05%, acompanhando a queda do minério. Outras empresas do segmento também registravam perdas, como a CSN, que caía 3,33%, a Usiminas, com recuo de 2,86%, e a Gerdau, que cedia 2,83%. No setor de petróleo, a Petrobras operava com estabilidade, apesar da valorização do barril Brent em 3,03% em decorrência dos conflitos no Oriente Médio.
O setor bancário também apresentava viés de baixa. O Bradesco operava com queda de 0,73%, no aguardo da divulgação de seu balanço do terceiro trimestre, que tem lucro líquido estimado em R$ 7,1 bilhões. Outras instituições como BTG Pactual, Santander e Itaú Unibanco também registravam recuos na manhã desta quinta-feira (22).
A agenda do dia segue com a expectativa pela divulgação da arrecadação federal de setembro e o levantamento do Datafolha, previsto para ocorrer após o fechamento do mercado. No setor de proteína animal, a MBRF registrava queda de 2,98% após investidores avaliarem possíveis reflexos de um foco da doença de Newcastle em produção comercial de perus da companhia em Santa Catarina.
