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Justiça

Justiça autoriza mediação para tratar crise financeira de R$ 985 milhões da Apex Partners

Decisão determina que as partes escolham mediador em dez dias para buscar soluções sobre dívidas de quase R$ 1 bilhão.

Por Redação Diário Local

A Justiça do Espírito Santo autorizou a abertura de uma mediação entre a Apex Partners, seus credores, sócios e investidores para buscar soluções para a crise financeira do grupo. A empresa informou ao Judiciário possuir dívidas de cerca de R$ 985,6 milhões.

A decisão foi assinada na terça-feira (20) pelo juiz Carlos Magno Moulin Lima. O magistrado estabeleceu o prazo de dez dias para que os envolvidos escolham, de comum acordo, um mediador; se não houver consenso, a indicação será feita pela Justiça.

A Apex Partners e as demais empresas que compõem o pedido de recuperação judicial têm cinco dias para indicar representantes com poderes para negociar acordos. A primeira reunião de organização deve ocorrer em até 30 dias.

Como funciona a mediação e o acesso a dados?

Tanto a Apex Partners quanto Fernando Cinelli, fundador do grupo, avaliaram a decisão de forma positiva. A empresa afirmou que a medida organiza o andamento do processo e prevê a escolha de um profissional neutro para aproximar a companhia dos investidores.

A decisão também definiu regras para o acesso a documentos sigilosos. Advogados das partes poderão consultar arquivos mediante assinatura de termo de confidencialidade, mas dados pessoais de funcionários continuarão com acesso restrito.

Fernando Cinelli afirmou que a autorização representa um avanço para uma solução negociada e que defende um processo baseado em informações completas e regras de governança. Ele espera que o diálogo permita reparar eventuais perdas.

O que falta para a recuperação judicial?

A recuperação judicial ainda não foi concedida. Para decidir sobre o pedido, o juiz determinou que a Apex Partners e as demais empresas envolvidas entreguem documentos e esclarecimentos faltantes. Parte do material deve ser apresentada em até 30 dias, e o restante em até 60 dias.

A Apex informou que montou uma força-tarefa e contratou assessoria contábil para organizar a documentação necessária. Segundo a empresa, as demonstrações financeiras de 2023, 2024, 2025 e 2026 estão incompletas devido a uma desorganização contábil deixada pela gestão anterior.

A decisão manteve a proteção judicial que suspende execuções e impede bloqueios de bens do grupo até 3 de fevereiro de 2027. Uma prorrogação excepcional de 180 dias poderá ser avaliada pelo magistrado conforme o cumprimento das entregas documentais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.