Ibovespa sobe 8% e atinge máxima histórica após Flávio Bolsonaro liderar 1º turno
O índice atingiu 207 mil pontos nesta segunda-feira (5), após o senador Flávio Bolsonaro terminar a eleição presidencial à frente.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa registrou forte alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (5) e atingiu uma nova máxima histórica. O movimento ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Às 10h21 (horário de Brasília), o índice subia 8,01%, cotado aos 207.466 pontos. O resultado das urnas apontou o senador com 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente somou 45,16%, uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos para o senador.
O desempenho da bolsa brasileira acompanhou a tendência observada no mercado externo antes da abertura das negociações nacionais. O ETF MSCI Brasil, listado na bolsa de Frankfurt, registrou alta superior a 14%.
A valorização também foi observada em ativos de empresas brasileiras listadas no exterior, com destaque para a movimentação das ações do Itaú Unibanco e da Petrobras. No cenário internacional, o mercado monitorava a queda do euro e o recuo de índices futuros nos Estados Unidos.
Em discurso após o resultado, Flávio Bolsonaro afirmou que o pleito marca o fim de um ciclo político e comprometeu-se a não buscar a reeleição caso vença o segundo turno. Segundo o senador, um único mandato seria suficiente para solucionar os problemas do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, buscou mobilizar sua base de apoio ao anunciar o início imediato de uma nova campanha. O objetivo é reverter o resultado na votação decisiva, marcada para o dia 25 de outubro (25).
Analistas de mercado associam o otimismo dos investidores ao cenário político mais amplo. Além da disputa presidencial, o resultado de governadores de estados como São Paulo e Minas Gerais, vencidos por candidatos de direita e centro-direita no primeiro turno, reforça as expectativas positivas para o mercado.
Especialistas indicam que o mercado pode conceder um benefício da dúvida ao novo cenário, aguardando anúncios sobre ajuste fiscal. A confiança institucional em um eventual governo de centro-direita é vista como um fator que pode prolongar a tendência de alta nos ativos brasileiros.
