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Economia

Investimento em minerais críticos pode render até 25 vezes mais em impostos, diz estudo

Estudo apresentado na Câmara mostra que cada R$ 1 investido no setor de minerais críticos pode gerar até R$ 25 de arrecadação.

Por Redação Diário Local

Cada R$ 1 investido no estímulo ao setor de minerais críticos pode gerar um retorno estimado de R$ 20 a R$ 25 em arrecadação de impostos, considerando a etapa de extração mineral. A projeção faz parte de um estudo da LCA Consultoria apresentado na Câmara dos Deputados, em Brasília, durante seminário sobre a nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (Lei 15.506).

O levantamento detalha o potencial econômico de recursos essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico, como o lítio (usado em baterias), as terras raras (aplicadas em ímãs) e a grafita (presente em veículos elétricos). O Brasil figura entre os países com as maiores reservas desses materiais.

Em Minas Gerais, o Vale do Jequitinhonha aparece como região estratégica para o setor devido ao potencial mineral e às oportunidades de desenvolvimento industrial.

Como funciona a nova política para o setor?

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, regida pela Lei 15.506, funciona como um instrumento para estimular investimentos e ampliar a participação brasileira nas cadeias produtivas globais. Segundo Daniel Vieira, do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a legislação cria condições para transformar o potencial geológico em oportunidades de emprego e renda.

O representante do Ministério de Minas e Energia, Gustavo Masili, reforçou que a ideia é levar investimentos, infraestrutura e fornecedores para os territórios onde os minerais são encontrados, gerando efeitos diretos nas regiões produtoras.

O que se planeja para o Vale do Jequitinhonha?

Existe uma proposta para a criação de um polo de lítio no Vale do Jequitinhonha, reunindo mineração, processamento industrial, universidades e empresas de tecnologia. A iniciativa visa integrar a extração com a conversão química e a produção de componentes.

Marisa Cesar, da Associação de Minerais Críticos (AMC), defendeu que o aproveitamento do potencial mineral deve atrair novas cadeias produtivas, mas ressaltou que o Brasil enfrenta concorrência internacional para atrair esses capitais. Ela também destacou que o crescimento deve vir acompanhado de proteção ambiental e benefícios para as comunidades locais.

Quais os desafios da produção nacional?

Apesar de possuir cerca de 9% das reservas mundiais de minerais críticos — ocupando a terceira posição global —, o Brasil ainda enfrenta o desafio de aumentar a capacidade de refino e processamento. Rafael Dubeux, assessor especial do Ministério da Fazenda, afirmou que o foco deve ser o salto da disponibilidade de recursos para a produção industrial efetiva.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, pontuou que esses minerais são fundamentais para a economia moderna, estando presentes em motores, turbinas eólicas e equipamentos hospitalares. A demanda internacional por esses itens, liderada por países como China e Coreia do Sul, reforça a necessidade de o Brasil agregar valor aos recursos extraídos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.