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Economia

Juros de 10 anos sobem para 15,04% e mercado projeta manutenção da Selic

Mercado financeiro registra queda da Bolsa e alta nos juros futuros nesta quarta-feira (28) sob incerteza política.

Por Redação Diário Local

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte estresse nesta quarta-feira (28), marcado pela queda da Bolsa de Valores e pela alta dos juros futuros. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,71%, aos 170.946,55 pontos, consolidando o terceiro pregão consecutivo de perdas e atingindo o menor nível de fechamento desde agosto.

A movimentação foi impulsionada pela incerteza em relação à condução da política econômica e fiscal do próximo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo (25). O mercado aguarda sinais sobre a composição da equipe econômica, com foco na escolha do próximo ministro da Fazenda e em medidas para o controle de despesas públicas.

Outro fator que contribuiu para o cenário de cautela foi a instabilidade política após o resultado eleitoral, incluindo a ida do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, o que acrescentou incerteza ao ambiente de investimentos.

O que acontece com os juros e a Selic?

Na renda fixa, a taxa de juros de 10 anos subiu 13 pontos-base, chegando a 15,04%. A NTN-B longa avançou 5 pontos-base e passou a oferecer retorno de IPCA + 7,41%. A alta das taxas sinaliza que os investidores estão exigindo uma remuneração maior para manter aplicações de longo prazo.

Quanto à política monetária, o mercado de opções trabalha com uma probabilidade de 70% de que o Copom (Comitê de Política Monetária) mantenha a taxa Selic inalterada na reunião da próxima semana. Além disso, há uma chance de 25% de aumento nos juros em dezembro.

As projeções indicam que os juros devem permanecer em patamares elevados, influenciando o custo do crédito e as decisões de investimento no país.

Comportamento do dólar e cenário externo

Em contraponto à queda da Bolsa, o dólar comercial recuou 0,19%, sendo negociado a R$ 5,3402. O recuo representa uma valorização do real frente à moeda norte-americana.

No cenário internacional, o mercado acompanhou a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que manteve os juros norte-americanos no intervalo de 3,75% a 4,00% ao ano, conforme o esperado pelos investidores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.