Prefeito Ricardo Nunes evita comentar saída de Flávio Bolsonaro e cobra promessas de Lula
Prefeito de São Paulo considerou imprudente opinar sobre saída do senador e cobrou cumprimento de medidas para estudantes e transporte.
Por Redação Diário Local
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quarta-feira (28) que seria "imprudente" opinar sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Durante entrevista a jornalistas, Nunes evitou comentar o motivo da viagem do parlamentar e declarou que o resultado das eleições estabelece responsabilidades tanto para o governo quanto para a oposição.
Ao ser questionado se a partida de Flávio Bolsonaro enfraquece a direita ou se ele liderará a oposição, o prefeito de São Paulo disse que é muito prematuro fazer qualquer avaliação. Segundo Nunes, a oposição, que recebeu cerca de 60 milhões de votos, tem o papel de fiscalizar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nunes também utilizou o espaço para cobrar o cumprimento de promessas de campanha feitas pelo presidente eleito. Entre os temas citados, o prefeito destacou a oferta de ônibus gratuitos aos sábados e domingos, a transferência de R$ 5 mil via Pix para estudantes e o perdão de dívidas.
O prefeito mencionou ainda o compromisso de equiparar os agentes comunitários de saúde às regras de aposentadoria especial e garantir estabilidade no emprego. Para Nunes, o cumprimento dessas medidas pode beneficiar a população e melhorar a gestão dos recursos públicos.
Sobre o transporte, o prefeito de São Paulo ressaltou que a capital paulista já oferece gratuidade aos domingos desde 2023 e manifestou o desejo de ver a iniciativa ampliada em nível nacional. "Gostaria muito que fosse cumprido", declarou ao comentar o tema.
O senador Flávio Bolsonaro deixou o país na noite de terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas. O trajeto incluiu a passagem pela Argentina e pelo Equador até o destino final, os Estados Unidos.
Em comunicado divulgado na quarta-feira (28), o senador alegou estar sofrendo perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como justificativa para a saída. A decisão ocorre após a Polícia Federal ter intimado o senador a entregar seus passaportes na segunda-feira (26), por determinação de Moraes.
A ordem da Polícia Federal foi encaminhada ao ministro logo após a confirmação dos resultados das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Lula com 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro. O magistrado avalizou o pedido de apreensão dos documentos no mesmo dia da divulgação dos dados.
