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Economia

Motiva registra lucro ajustado de R$ 750 milhões no 3º trimestre e supera expectativas

A companhia de concessões rodoviárias registrou crescimento de 9,8% no lucro líquido ajustado e Ebitda de R$ 2,5 bilhões.

Por Redação Diário Local

A Motiva registrou lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões no terceiro trimestre de 2026, um crescimento de 9,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O balanço foi divulgado pela maior concessionária de rodovias do país nesta quarta-feira (28).

O resultado operacional da companhia, medido pelo Ebitda ajustado, atingiu R$ 2,5 bilhões, o que representa uma alta de 13,4% frente ao ano passado. Com isso, a margem operacional manteve-se estável em 66,2%.

Os números de lucro superaram as projeções de analistas do mercado. De acordo com dados da LSEG, a expectativa média era de que a empresa apresentasse um lucro de R$ 627 milhões e um Ebitda de R$ 2,6 bilhões no período.

O que impulsionou o lucro?

A expansão dos resultados foi beneficiada pelo início da cobrança de pedágio em concessões rodoviárias da companhia nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, houve um efeito de base de comparação com o ano anterior.

No mesmo período do ano passado, a gestão da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, estava em fase inicial, o que impactou o comparativo de desempenho. A empresa informou que o faturamento também foi apoiado por reajustes tarifários e pelo desempenho operacional na plataforma de Trilhos.

As receitas complementares da operadora também apresentaram evolução, registrando alta de 23% no trimestre, chegando ao montante de R$ 92 milhões.

Receita e endividamento

A receita líquida ajustada da Motiva subiu 13,6% no terceiro trimestre, totalizando R$ 3,8 bilhões. O valor, no entanto, ficou abaixo das expectativas de faturamento do mercado, que estimavam R$ 4,44 bilhões para o período.

Quanto ao nível de endividamento, a concessionária apresentou melhora nos indicadores de alavancagem. A companhia encerrou o mês de setembro com alavancagem financeira ajustada de 3,2 vezes, índice inferior aos 3,6 vezes reportados no mesmo período do ano passado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.