Light homologa aumento de capital de R$ 1,5 bilhão e pede fim de recuperação judicial
Com aporte que supera o valor mínimo previsto, companhia também iniciará conversão de debêntures em ações para reestruturação.
Por Davy Albuquerque
A Light informou, nesta quarta-feira, que seu conselho de administração homologou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão. O montante da operação supera o valor mínimo de R$ 1 bilhão que havia sido previsto inicialmente pela companhia.
Para viabilizar o movimento, a empresa emitiu 238,4 milhões de novas ações ao preço de R$ 6,29 cada. Como parte da estrutura financeira, foram distribuídos 476,9 milhões de bônus de subscrição.
Os bônus de subscrição mencionados poderão ser exercidos pelos investidores entre os dias 16 de julho e 14 de agosto de 2026. As novas ações emitidas terão um período de restrição para negociação, conhecido como lock-up.
Esse bloqueio de venda será aplicado de forma gradual, com a liberação total prevista para ocorrer até o ano de 2029. A medida faz parte do planejamento de capital da companhia.
Reestruturação financeira
Como parte do processo de reestruturação da empresa, a Light iniciará a conversão automática de debêntures em ações. A companhia também realizará o exercício de bônus que estão vinculados a esses títulos de dívida.
A empresa comunicou ainda que protocolou um pedido para o encerramento de sua recuperação judicial. O plano de recuperação foi homologado pela Justiça do Rio de Janeiro em junho de 2024.
No comunicado ao mercado, a Light afirmou que o pedido de encerramento ocorre após o cumprimento das principais obrigações previstas no plano de recuperação. A medida sinaliza um novo estágio na gestão financeira da companhia.
O anúncio do aumento de capital e a movimentação com as debêntures ocorrem em um momento de busca pela estabilização do fluxo de caixa e cumprimento de metas estabelecidas no processo judicial.
