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Economia

Marco Rubio afirma que governo Lula priorizou ego em vez de negociar tarifas com os EUA

Secretário de Estado dos EUA afirma que políticas econômicas do Brasil prejudicam americanos e brasileiros após anúncio de novas taxas.

Por Davy Albuquerque

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo do presidente Lula não negociou de boa-fé com o governo norte-americano. A declaração ocorre após a recomendação do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos vindos do Brasil.

Com a medida, o Brasil torna-se um dos primeiros alvos de uma nova rodada de tarifas comerciais que o governo dos Estados Unidos pretende adotar contra diversos países. A taxa incide sobre uma série de produtos, mas possui um rol de exceções detalhado pelas autoridades americanas.

Em publicação feita em rede social, Marco Rubio criticou as políticas econômicas da atual gestão brasileira. Segundo o secretário, as diretrizes econômicas adotadas pelo governo Lula são prejudiciais tanto para os cidadãos americanos quanto para os brasileiros.

Rubio sustentou que a falta de um acordo comercial benéfico é reflexo de uma postura política inadequada. Em seu texto, o secretário de Estado afirmou que o presidente Lula teria colocado interesses pessoais acima da possibilidade de fechar um compromisso voltado ao bem-estar da população brasileira.

“Lula colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo em benefício do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço disso”, escreveu Rubio em sua postagem.

Isenções e produtos afetados

Apesar da recomendação de uma tarifa de 25%, o governo dos Estados Unidos listou itens que não serão atingidos pela nova tributação. Ao todo, foram identificadas 864 exceções à medida proposta.

Entre os setores isentos de impostos estão produtos que possuem peso relevante na pauta de exportações brasileiras para o mercado norte-americano. O café e o suco de laranja, por exemplo, não entrarão na nova taxação.

As terras-raras também foram incluídas na lista de itens que possuem isenção, conforme o detalhamento feito pelo secretário do Comércio dos EUA para explicar o alcance da nova política tarifária.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.