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Economia

Custos com combustível da Lufthansa devem superar 1,5 bilhão de euros em 2026

Presidente da companhia alemã alertou que a guerra no Irã e a alta do petróleo elevaram os gastos previstos para o setor.

Por Redação Diário Local

Os custos adicionais com combustível de aviação da Lufthansa devem ultrapassar os 1,5 bilhão de euros previstos anteriormente para este ano. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo da companhia aérea, Carsten Spohr, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (29), em Frankfurt.

Segundo Spohr, a elevação dos gastos é uma consequência direta do prolongamento da guerra no Irã e da consequente disparada nos preços do petróleo no mercado global. Embora o executivo não tenha revelado uma nova estimativa exata, ele confirmou que o valor a ser divulgado no fechamento do ano será maior do que o projetado em agosto.

A Lufthansa é a mais recente de uma série de empresas do setor, como a Ryanair, a alertar para o impacto do custo elevado do querosene de aviação. O combustível de aviação representa uma fatia significativa das despesas do setor, correspondendo a uma parcela de 30% a 40% dos custos operacionais das companhias aéreas.

Em agosto, a companhia havia informado que a previsão de custos totais com combustível para 2026 era de 8,66 bilhões de euros. Esse montante já contemplava o ônus adicional de 1,5 bilhão de euros, em comparação com uma projeção anterior de 8,9 bilhões de euros.

A companhia aérea também alertou que os lucros da empresa poderiam ser afetados pela nova trajetória de preços. A escalada de custos enfrentada por todo o setor de aviação é um fator de preocupação para a previsibilidade financeira do grupo.

Como a companhia se protege da volatilidade?

Para tentar mitigar os efeitos da oscilação nos preços, a Lufthansa utiliza amplas operações de hedge, que funcionam como uma proteção financeira contra a volatilidade do mercado. O diretor financeiro da empresa, Till Streichert, detalhou a estratégia de proteção do grupo.

De acordo com Streichert, a taxa de hedge de combustível para o ano de 2026 é de 86%. Para o ano de 2027, a proteção planejada pela companhia é de pouco mais de 50% do volume necessário.

Apesar da pressão financeira causada pelo combustível, Spohr reafirmou a previsão de lucro operacional da Lufthansa para o período entre 1,7 bilhão e 2,2 bilhões de euros. O valor estimado é comparável aos 2 bilhões de euros registrados no ano anterior.

No entanto, a alta de custos impôs desafios ao planejamento de longo prazo da empresa. O ambicioso programa de recuperação da Lufthansa, que estabelece a meta de uma margem operacional entre 8% e 10% entre os anos de 2028 e 2030, foi afetado pela conjuntura atual do setor.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.