Mini-índice pode retomar alta se superar resistência de 179.715 pontos, aponta análise
Contrato com vencimento em agosto encerrou a última sessão estável e precisa superar faixas técnicas para definir tendência.
Por Redação Diário Local
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a sessão de segunda-feira (3) com leve queda de 0,06%, cotados a 178.650 pontos. Apesar do recuo pontual, a análise técnica indica que o ativo mantém estrutura para uma possível recuperação nesta terça-feira (4), desde que haja volume comprador.
O Ibovespa também terminou a segunda-feira (3) com estabilidade, aos 178.000,24 pontos, após passar boa parte do pregão em terreno negativo. O desempenho doméstico foi impactado pela queda das commodities, que neutralizou o otimismo observado nos mercados de Wall Street e na Europa, impulsionados por expectativas de negociações entre Estados Unidos e Irã.
Para os negociadores de mini-índice, a pressão veio de grandes empresas, com baixas registradas em Vale (VALE3), Petrobras (PETR3; PETR4) e CSN (CSNA3). Por outro lado, o desempenho de bancos e da Embraer (EMBJ3) ajudou a limitar as perdas do índice durante o pregão.
Análise técnica e resistências
No gráfico de 15 minutos, o mini-índice fechou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração técnica preserva a chance de continuidade de um movimento de alta, caso o contrato consiga superar a resistência entre 178.800 e 179.715 pontos. O rompimento dessa faixa pode levar o ativo aos níveis de 180.245 a 180.670 pontos, com alvos mais longos em 181.120 ou 181.515 pontos.
No gráfico de 60 minutos, o cenário reforça a possibilidade de recuperação, com o contrato permanecendo acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Para confirmar o fluxo comprador, será necessário volume suficiente para romper a resistência técnica em 179.715/180.670 pontos, podendo buscar a faixa de 181.515 a 183.215 pontos.
Cenário de baixa e suportes
Caso a tendência de baixa se confirme, o mini-índice precisará romper o suporte em 178.365 ou 178.065 pontos no curto prazo. Se essa região for perdida, a pressão vendedora pode ganhar fôlego e levar o contrato para a faixa de 177.410/176.985 pontos, com alvos mais distantes em 176.670 ou 176.000 pontos.
No gráfico diário, o ativo também encerrou a sessão com leve baixa, mas permanece operando acima das médias de 9 e 21 períodos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 55,16 pontos, situando-se em região neutra, sem indicar que o mercado esteja em zona de sobrecompra ou sobrevenda.
Vetores de volatilidade
O mercado segue atento a fatores externos e internos que podem ditar o ritmo das negociações. As movimentações no Oriente Médio, o comportamento dos preços do petróleo e as expectativas para a próxima decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) são considerados os principais vetores de volatilidade para o curto prazo.
