Mini-índice registra segundo recuo consecutivo e acende alerta para níveis de suporte
Contratos com vencimento em outubro fecharam em queda de 0,73% na última sessão, pressionados pelo cenário externo e doméstico
Por Redação Diário Local
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a sessão de ontem (14) em queda de 0,73%, cotados a 187.250 pontos. O resultado marca o segundo recuo consecutivo do ativo no mercado financeiro.
O movimento acompanha a trajetória do Ibovespa, que recuou 0,91% e fechou aos 185.500,88 pontos. A desvalorização foi influenciada tanto pelo cenário doméstico quanto pelo ambiente externo, embora o principal índice tenha se afastado da sua mínima registrada de 183.813,36 pontos.
No mercado internacional, as bolsas de Wall Street e as bolsas europeias registraram queda. Entre os fatores que motivaram a baixa externa estão os temores de uma desaceleração no setor de inteligência artificial, a alta dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e a valorização do petróleo.
No cenário doméstico, os juros futuros apresentaram alta. O movimento ocorreu apesar da redução nas projeções de inflação divulgadas pelo relatório Focus e do avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisas de intenção de voto.
Setores de peso também impactaram o índice nacional. A queda foi pressionada pela atuação de empresas como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4), além do desempenho dos grandes bancos.
O que influencia o mercado nesta terça-feira (15)?
Para o funcionamento do mercado nesta terça-feira (15), os investidores acompanham a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o chamado caso Master. Outro ponto de atenção são os ajustes de mercado que antecedem as decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
O comportamento de ativos globais, como o petróleo e os Treasuries, além da reação de Vale e Petrobras, deve indicar se o contrato de mini-índice tem espaço para uma recuperação ou se o movimento de correção deve continuar.
Na análise técnica do gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que haja uma retomada da alta, os analistas observam a necessidade de superar as resistências de 187.530 a 188.260 pontos.
Caso o movimento de baixa se prolongue, o contrato pode enfrentar novos suportes. O rompimento da faixa de 187.140 a 186.275 pontos pode intensificar a correção e levar o ativo a patamares entre 185.275 e 183.670 pontos.
