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Economia

Minidólar fecha em queda de 0,50% com disputa entre risco fiscal e cenário eleitoral

Contratos com vencimento em outubro recuaram para 5.140 pontos, pressionados por pesquisa eleitoral e reação ao reajuste do Bolsa Família

Por Redação Diário Local

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a sessão de terça-feira (17) com queda de 0,50%, operando aos 5.140 pontos. A desvalorização do ativo ocorre em um cenário de disputa entre a pressão do risco fiscal e o movimento de "trade eleitoral" no mercado financeiro.

O dólar à vista também registrou recuo de 0,25%, sendo cotado a R$ 5,1392 ao fim do pregão. Durante o dia, a moeda chegou a atingir R$ 5,177 após o mercado reagir ao reajuste de 15% no Bolsa Família, medida com impacto fiscal estimado em R$ 27,8 bilhões entre os anos de 2026 e 2027.

A perda de força da moeda americana foi impulsionada por dados de uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que indicou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, embora em situação de empate técnico. O resultado reforçou o chamado "trade eleitoral", movimento que tem favorecido o real, reduzido os prêmios dos juros futuros e impulsionado o Ibovespa.

O mercado agora monitora a publicação de uma nova pesquisa Datafolha e a continuidade da reação fiscal ao aumento do benefício social. Além disso, os agentes avaliam o estreitamento do diferencial de juros, após o Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic para 13,75% e o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, elevar sua taxa para o intervalo entre 3,75% e 4,00%.

Análise técnica do contrato

Em análise de curto prazo, o gráfico de 15 minutos mostra o minidólar com fluxo negativo e operando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração reforça a pressão vendedora e indica que novas quedas podem ocorrer caso os suportes entre 5.139 e 5.120 pontos sejam rompidos.

No gráfico de 60 minutos, o cenário permanece semelhante, com o ativo abaixo das médias móveis e mantendo o viés vendedor. Para uma recuperação com maior consistência, o contrato precisaria superar a resistência inicial entre 5.164 e 5.180 pontos, buscando níveis acima de 5.202,5.

Já no gráfico diário, o ativo também demonstra vulnerabilidade à continuidade das baixas por negociar abaixo das médias móveis. Caso a tendência de queda se prolongue, os suportes acompanhados estão situados nas faixas de 5.139, 5.093,5 e 5.052 pontos.

Para retomar o movimento de alta no longo prazo, o contrato precisará superar as resistências localizadas entre 5.202,5 e 5.235,5 pontos. O rompimento desse patamar poderia abrir caminho para avanços em direção ao intervalo de 5.277 a 5.342 pontos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.