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Economia

Pessimismo sobre economia brasileira atinge recorde entre gestores antes de reunião do Copom

Visão negativa de gestores sobre o cenário econômico subiu para 54% em agosto, apesar de melhora nas projeções de inflação e juros

Por Redação Diário Local

A visão negativa sobre a economia brasileira atingiu um nível recorde entre gestores de fundos multimercados, segundo pesquisa da XP. O sentimento de pessimismo subiu de 40% em junho para 54% em agosto, conforme o levantamento realizado entre 27 e 31 de julho.

O dado ocorre às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para esta quarta-feira (5). Ao mesmo tempo em que o pessimismo avançou, a visão positiva sobre o país recuou de 24% para 8% no mesmo período.

O cenário global também apresentou mudança de humor, com o otimismo caindo de 36% para 33%.

Por que o pessimismo cresceu apesar da melhora nos dados?

O aumento da percepção negativa dos gestores ocorre em um momento de revisão para baixo em indicadores macroeconômicos importantes. A expectativa para a inflação (IPCA) ao final de 2026 recuou de 5,2% para 5%, enquanto a projeção para a taxa básica de juros (Selic) para o fim do ano caiu de 14,1% para 13,7%.

A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu estável em 2,0%. Esse alívio nas expectativas foi atribuído à acomodação do preço do petróleo e à comunicação do Banco Central após o corte de juros realizado em junho.

No entanto, o relatório da XP destaca um descolamento entre a expectativa e o fundamento. De acordo com os analistas, o alívio nos dados não se traduziu em uma melhora na avaliação do quadro fiscal, sugerindo que o movimento é fruto de fatores cíclicos e não de uma mudança estrutural nos fundamentos do país.

O que se espera para a reunião do Copom?

Para a reunião do Copom desta quarta-feira (5), há um forte consenso entre os 23 gestores consultados. Cerca de 96% projetam um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, enquanto apenas 4% esperam que os juros sejam mantidos.

Quanto às estratégias de investimento, houve ajustes nos portfólios. No mercado de câmbio, as posições compradas em dólar caíram de 80% para 69%, enquanto as posições em real subiram de 31% para 47%, impulsionadas pelo diferencial de juros.

Na renda variável, 63% dos gestores mantêm posição comprada em Bolsa Brasil. Já na alocação externa, houve um movimento mais expressivo, com a preferência por ações dos Estados Unidos subindo de 40% para 54%.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.