Petrobras atinge valor de mercado de R$ 700 bilhões após nova descoberta de petróleo
Empresa registrou alta histórica de valor de mercado após anúncio de nova descoberta de petróleo na Margem Equatorial brasileira.
Por Redação Diário Local
A Petrobras atingiu o valor de mercado de R$ 700,08 bilhões no encerramento do pregão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, nesta sexta-feira (2). O recorde histórico foi alcançado após o anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
Somente no pregão de sexta-feira (2), a companhia adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado. As ações preferenciais da empresa avançaram 2,81%, enquanto as ações ordinárias registraram alta de 3,25%.
Novas fronteiras exploratórias
A perfuração do poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, já foi concluída. De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a operação entra agora na fase de manobras e procedimentos para a saída da sonda.
A nova descoberta aumenta as expectativas para a abertura de uma nova fronteira de exploração no Brasil. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, somando petróleo e gás natural.
A companhia planeja concluir o poço até o fim de outubro, caso a expectativa se confirme.
Desempenho e geração de valor
Ao longo de 2026, a Petrobras registrou três outros recordes de valor de mercado: em 15 de setembro (R$ 692,35 bilhões), em 14 de abril (R$ 680,10 bilhões) e em 30 de março (R$ 677,24 bilhões).
Entre janeiro e setembro, a soma do aumento do valor de mercado com os proventos gerados — como dividendos e juros sobre capital próprio — resultou em uma geração de valor de cerca de 185% em dólar. Segundo a empresa, o desempenho supera o de outras petroleiras globais, como Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e BP.
Questionamentos na Justiça
A exploração na região enfrenta resistência jurídica. O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma ação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) pedindo a suspensão da licença ambiental concedida para atividades na bacia da Foz do Amazonas.
O MPF solicita a interrupção imediata de perfurações ou testes no bloco marítimo FZA-M-59. Os procuradores argumentam que a atividade apresenta insegurança, citando um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico ocorrido em janeiro deste ano.
A ação também aponta a falta de consulta prévia, livre e informada às comunidades quilombolas, pescadores artesanais e povos indígenas do Amapá e do Pará, conforme previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
