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Futebol Inglês

Futebol inglês atrai investidores globais e transforma clubes em ativos estratégicos bilionários

Investimento em participações minoritárias e direitos de transmissão impulsionam receitas recordes na liga inglesa

Por Redação Diário Local

O futebol inglês passa por uma transformação em seu modelo de negócio, deixando de focar apenas em contratações de atletas para se consolidar como um mercado de ativos estratégicos para investidores globais. A movimentação envolve desde a compra de participações minoritárias em clubes até o alcance recorde de receitas comerciais e de mídia.

De acordo com o levantamento da Deloitte Football Money League 2026, a presença de times da Premier League entre os que mais faturam no futebol mundial cresceu. Na temporada 2010/11, quatro equipes inglesas figuravam no topo do ranking; na última temporada, esse número subiu para seis.

O Liverpool exemplifica essa evolução financeira. O clube faturou 836,1 milhões de libras na temporada 2024/25, um salto superior a 300% quando comparado aos 203,3 milhões de libras obtidos há quinze anos. Outros gigantes também apresentaram números expressivos, como o Manchester City, com 829,3 milhões de libras, o Arsenal, com 821,7 milhões de euros, o Manchester United, com 793,1 milhões de euros, o Tottenham, com 672,6 milhões de euros e o Chelsea, com 584,1 milhões de euros.

Como funcionam as receitas dos clubes?

O fortalecimento financeiro das equipes inglesas é impulsionado por uma reorganização das fontes de renda. Segundo o Annual Review of Football Finance, os 20 clubes de maior faturamento do mundo concentram seus lucros em três pilares principais: receitas comerciais (5,3 bilhões de euros), direitos de transmissão (4,7 bilhões de euros) e receitas de matchday (2,4 bilhões de euros), que se referem ao consumo nos estádios.

A própria liga também obtém ganhos significativos com a comercialização de seus direitos. O ciclo de transmissão doméstica para o período entre 2025 e 2029 foi negociado por 6,7 bilhões de libras, valor próximo à receita total da Premier League na temporada anterior, estimada em 6,8 bilhões de libras.

O interesse em participações minoritárias

A tendência de venda de fatias de clubes tem se tornado uma ferramenta de captação de recursos. Na última sexta-feira (14), o bilionário Jeff Bezos tornou-se acionista do Liverpool por meio do grupo 1892 Holdings, que adquiriu uma participação minoritária da instituição. O grupo de investidores também conta com o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.

Esse movimento não é inédito no país. Em 2011, o jogador de basquete LeBron James adquiriu 2% das ações do Liverpool. Já em 2023, o empresário britânico Jim Ratcliffe comprou cerca de 25% do Manchester United. No caso do Leicester City, o grupo tailandês King Power colocou o clube à venda por aproximadamente 200 milhões de libras.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.