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Economia

Prio arremata blocos de exploração no litoral sul do Espírito Santo em leilão da ANP

A aquisição dos blocos Magnetita e Hematita abre frente de exploração na Bacia de Campos e pode gerar novos empregos na região.

Por Redação Diário Local

A petrolífera Prio ampliou sua presença no litoral sul do Espírito Santo ao arrematar os blocos exploratórios Magnetita e Hematita. O leilão foi realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (07).

As duas novas áreas estão situadas no extremo norte da Bacia de Campos, em uma região que alcança a costa capixaba e fica próxima aos campos de Wahoo, no Espírito Santo, e Frade, no Rio de Janeiro.

Para a conquista do bloco Magnetita, a companhia ofereceu R$ 93 milhões em bônus de assinatura. Já o bloco Hematita foi arrematado pelo valor de R$ 1,6 milhão.

Próximos passos da exploração

O arremate dos blocos não garante o início imediato da extração de petróleo ou gás. A partir de agora, a Prio, que já opera o campo de Wahoo com produção de cerca de 40 mil barris de petróleo por dia, deve cumprir um programa exploratório mínimo que pode ser executado em até sete anos.

Este período de pesquisa envolve etapas como a realização de estudos sísmicos, levantamentos e análises de dados geológicos e geofísicos, seguidos pela perfuração de poços para avaliar a capacidade das áreas.

Expectativa de empregos e economia

A expansão das atividades exploratórias tem potencial para movimentar a cadeia de fornecedores instalados no Espírito Santo. Durante a fase de pesquisas, a estimativa é de que sejam abertas entre 50 e 100 vagas de trabalho.

As oportunidades de emprego devem contemplar profissionais das áreas de oceanografia, automação, controle, elétrica, mecânica, além de equipes de manutenção, segurança e meio ambiente. Empresas especializadas em pesquisa sísmica também podem contratar mão de obra local.

Apesar dos prazos longos para a produção efetiva, que pode ocorrer em um período de seis a sete anos conforme a complexidade de cada projeto, a expectativa é que as contratações e a movimentação de projetos e prospecções comecem a gerar resultados em um ou dois anos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.