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Economia

Risco Brasil cai para 112 pontos, o menor nível no atual mandato de Lula

O indicador CDS de 5 anos registrou queda neste sábado (19); patamar segue acima da mínima de 93 pontos vista em 2020.

Por Redação Diário Local

O risco país do Brasil, medido pelo CDS (Credit Default Swap) de 5 anos, recuou para 112 pontos-base na última cotação disponível neste sábado (19). O resultado representa o menor nível do indicador desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido em janeiro de 2023.

O CDS mede o custo que o mercado cobra para proteger uma exposição à dívida soberana brasileira por um período de cinco anos. O patamar de 112 pontos-base equivale a um custo anual de aproximadamente 1,12% do valor protegido. Quanto maior a cotação, maior é a percepção de risco de calote por parte dos investidores.

Embora o índice tenha caído, ele permanece 19 pontos acima da mínima histórica registrada durante o governo de Jair Bolsonaro, que foi de 93 pontos em fevereiro de 2020.

O que influencia o risco Brasil?

A cotação do CDS é influenciada pela trajetória fiscal, pelas expectativas de inflação e crescimento, pelos juros de longo prazo e pelo ambiente internacional. Recentemente, o país passou por movimentos de flexibilização monetária.

Na última quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. Esta foi a quinta redução consecutiva no ciclo iniciado em março de 2026, após a taxa ter ficado em 15% ao ano desde junho de 2025.

A decisão do Copom levou em conta a perda de força da inflação e da atividade econômica. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto, acumulando alta de 4,22% em 12 meses. Já o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,2% em julho.

Reajuste no Bolsa Família

Em paralelo ao cenário macroeconômico, o governo anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família. Com a mudança, o piso mensal do programa sairá de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.

O novo valor deve ser aplicado à folha de pagamento de outubro de 2026, com os repasses ocorrendo a partir de 19 de outubro. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o impacto financeiro será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.

O governo afirmou que a despesa cabe no orçamento atual e citou como fonte de recursos a redução de gastos com benefícios previdenciários após o zeramento da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O detalhamento dos números será feito no relatório bimestral de receitas e despesas nesta quinta-feira (24) (24).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.