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Salário sobe, mas dinheiro continua curto? Entenda por que o poder de compra diminui

Mesmo com aumento da renda, brasileiros perdem poder de compra porque alimentação, saúde e serviços crescem mais que os vencimentos. Novos gastos e consumo elevado também explicam o fenômeno.

Por Diário Local

Seu salário aumentou nos últimos anos, mas por que parece que o dinheiro não rende o mesmo? A resposta está em um cenário que atingi especialmente a classe média: o aumento da renda não acompanha o crescimento dos gastos essenciais.

Alimentação, plano de saúde, educação e serviços aumentaram muito mais do que os salários. Ao mesmo tempo, novos gastos ingressaram no orçamento familiar: internet, streaming, aplicativos e assinaturas ocupam espaço que antes não existia.

O problema da inflação do estilo de vida

Economistas apontam um fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida". Quando o salário sobe, é natural que as pessoas elevem seu padrão de consumo. Compram produtos melhores, frequentam lugares mais caros, assinam mais serviços. Esse padrão mais alto de gastos cresce junto com a renda, mas não deixa margem financeira.

O crédito também pesa na conta. Financiamentos e parcelas de compras comprometem uma fatia considerável do orçamento mensal. O dinheiro que deveria estar disponível acaba preso em prestações.

Por que a classe média sofre mais

A classe média concentra despesas particularmente difíceis de cortar. Não é possível deixar de pagar escola dos filhos, plano de saúde ou internet. Diferentemente de gastos supérfluos, esses são considerados essenciais no orçamento familiar moderno. Quando todos esses itens crescem acima da inflação dos salários, o aperto é real.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.