Santa Catarina assume liderança em competitividade estadual e supera São Paulo
Estado catarinense assumiu o topo do ranking do CLP em 2026, superando São Paulo após 14 anos de hegemonia paulista.
Por Redação Diário Local
Santa Catarina assumiu a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados em 2026, superando São Paulo, que ocupava o topo da lista há 14 anos. A mudança no posicionamento foi detalhada em levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), elaborado em parceria com a Tendências Consultoria.
A troca de posições reflete o desempenho relativo das unidades federativas no período. Segundo o relatório, a vantagem de São Paulo sobre Santa Catarina caiu de 5,6 pontos em 2023 para 1 ponto em 2025; em 2026, o estado catarinense inverteu o cenário e passou a ter vantagem de 6,4 pontos sobre o estado paulista.
O ranking avaliou 27 estados brasileiros por meio de 10 pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. O estudo ressalta que a alteração no topo não significa, de forma isolada, uma piora nas condições de São Paulo, mas sim resultados diferentes na comparação entre os dois estados.
Como Santa Catarina avançou no ranking?
O estado catarinense apresentou crescimento em diversos indicadores. Na educação, o estado avançou sete posições e alcançou o 2º lugar no pilar. Na eficiência da máquina pública, o salto também foi de sete posições, levando Santa Catarina à 3ª colocação.
Em solidez fiscal e sustentabilidade ambiental, o estado subiu três posições em cada área, ocupando o 4º lugar. Santa Catarina também lidera quatro dos dez pilares avaliados: capital humano, potencial de mercado, segurança pública e sustentabilidade social, mantendo-se entre os cinco primeiros em todos os critérios do relatório.
Qual a situação de São Paulo e outros estados?
São Paulo segue liderando os pilares de infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental. Contudo, o estado registrou recuos em eficiência da máquina pública, perdendo nove posições, e em capital humano, com queda de quatro posições. Houve também perda de postos em segurança pública, solidez fiscal e inovação.
No ranking geral, o Paraná ocupou a 3ª posição e o Rio Grande do Sul subiu pela primeira vez ao 4º lugar. Entre os destaques de evolução em 2026, o Ceará subiu do 14º para o 11º lugar, sendo o mais bem colocado do Nordeste, enquanto o Amazonas saiu da 17ª para a 14ª posição, liderando a região Norte.
No extremo oposto do ranking, os estados do Pará, Acre e Amapá permaneceram nas três últimas colocações da lista de competitividade.
