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Economia

Sefaz-RJ identifica indícios de fraude fiscal em operação na Ceasa

Fiscalização encontrou suspeitas de venda sem nota e mercadoria ilícita; empresas podem ser proibidas de operar no RJ.

Por Redação Diário Local

A Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) identificou indícios de irregularidades fiscais durante uma operação realizada na Ceasa, nesta sexta-feira (14).

A fiscalização, que teve o apoio de agentes da Operação Foco, buscou identificar empresas suspeitas de comercializar mercadorias sem a emissão de notas fiscais. A prática é apontada como causa de lesão à arrecadação de impostos e favorecimento de concorrência desleal.

Durante a ação, as autoridades conferiram os estoques das empresas e confrontaram os produtos encontrados com as notas fiscais de entrada. Também foram avaliados os sistemas de emissão da Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) e as máquinas de cartão de crédito e débito para verificar a regularidade das operações.

O que foi encontrado na fiscalização?

Em um dos galpões vistoriados dentro da Ceasa, os agentes verificaram a existência de notas fiscais de entrada e de transferência de mercadorias. No entanto, o local estava praticamente vazio e não apresentava estrutura compatível com o funcionamento de uma empresa.

A Sefaz-RJ também relatou a identificação de indícios de confusão patrimonial entre empresas que pertencem ao mesmo grupo econômico. O órgão informou que o caso levará à abertura de processos administrativos.

Quais as possíveis punições?

Os processos administrativos podem resultar no impedimento e no cancelamento das inscrições estaduais das entidades envolvidas. Caso as punições sejam aplicadas, as empresas ficarão proibidas de comercializar mercadorias no estado do Rio de Janeiro.

A Secretaria de Fazenda também investiga a suspeita de comércio de mercadorias de origem ilícita. Se houver confirmação dessa prática, as informações serão encaminhadas à Polícia para a abertura de investigação criminal.

Os dados coletados na operação passarão por análise para verificar se existem outras irregularidades fiscais relacionadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.